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Paraná

Artistas sertanejos lideram lista de maiores cachês pagos por prefeituras do Paraná

Dados do Tribunal de Contas do Paraná revelam que os 60 maiores pagamentos para shows feitos por municípios são para artistas do gênero sertanejo

Por Redação Diário Local

Todos os 60 artistas que mais receberam cachês de prefeituras no Paraná desde o período da pandemia pertencem ao gênero sertanejo. Um levantamento do Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR), disponibilizado nesta semana, aponta que o montante total pago em apresentações musicais por municípios paranaenses entre 2021 e o primeiro semestre de 2026 somou R$ 1,2 bilhão.

A análise do órgão de controle considerou apenas despesas classificadas contabilmente como "Festividades e Homenagens" e "Contratação Artística e Cultural", abrangendo contratos com valor superior a R$ 20 mil. Os dados revelam um crescimento anual nos gastos públicos com o setor: o volume saltou de R$ 292 milhões em 2024 para R$ 403 milhões em 2025.

O levantamento indicou que cerca de metade do valor total (R$ 595 milhões) não possui a discriminação dos artistas contratados. Dos valores detalhados, a dupla Fernando e Sorocaba lidera o ranking, com 66 apresentações no estado e um acumulado de mais de R$ 18 milhões em cachês pagos por prefeituras nos últimos seis anos.

Na sequência, ocupam o segundo e o terceiro lugar os artistas Guilherme e Benuto, com R$ 13,2 milhões, e a cantora Ana Castela, que recebeu R$ 12,6 milhões por 31 apresentações. Segundo o TCE-PR, a cantora apresentou um tíquete médio de R$ 407 mil por show, embora o valor de mercado para eventos regulares possa chegar a R$ 900 mil.

Outros nomes que registraram mais de R$ 9 milhões em cachês no estado incluem Luan Pereira, Maiara e Maraísa, Clayton e Romário, Leonardo, Rio Negro e Solimões, Léo e Raphael, Matogrosso e Mathias, Antony e Gabriel, João Bosco e Vinicius, Bruno e Barreto e Bruno e Marrone.

Em contrapartida, artistas de outros gêneros musicais apresentam números de contratação consideravelmente inferiores. O cantor Alexandre Pires, por exemplo, possui apenas cinco cachês registrados no sistema, mesmo número registrado para Dilsinho, Barões da Pisadinha e Capital Inicial. O cantor Thiaguinho foi contratado três vezes.

O estudo também comparou o investimento em festividades com o repasse para áreas essenciais. No município de Santa Cicília do Pavão, para cada três reais investidos em saúde, a prefeitura destina um real para a contratação de shows. O cenário de proporção similar entre gastos com educação e festas foi identificado em Santa Terezinha de Itaipu.

O TCE-PR informou que identificou indícios de suposto uso indevido de verbas destinadas a setores como saúde, educação básica, iluminação pública, Fundo do Idoso e ao Fundo Municipal de Reequipamento do Corpo de Bombeiros para o pagamento de artistas. O órgão afirmou que instaurará procedimentos de fiscalização para os casos em que o uso irregular de recursos for comprovado.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.