Richarlison publica documentos para comprovar compra de ilha em Angra dos Reis
Jogador rebateu o advogado Willer Tomaz nesta quarta-feira (21) e afirmou que a compra do imóvel no Rio de Janeiro foi feita de forma correta.
Por Redação Diário Local
O jogador de futebol Richarlison publicou documentos nesta quarta-feira (21) para comprovar a compra de uma ilha em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. O atacante rebateu as afirmações feitas pelo advogado Willer Tomaz e declarou que o processo de aquisição do imóvel foi realizado de forma correta perante a Justiça e o desembargador do estado.
A disputa envolve a regularização de uma área que pertence à Marinha brasileira, o que exige autorização da Secretaria do Patrimônio da União (SPU). O jogador afirma que os documentos apresentados provam a legalidade da transação realizada por sua parte.
A polêmica teve início na segunda-feira (19), quando o advogado Willer Tomaz divulgou um vídeo questionando a documentação do atleta. De acordo com Tomaz, a compra do imóvel foi regular e a empresa vinculada a Richarlison teria perdido uma disputa judicial envolvendo a mansão situada na área.
No vídeo, o advogado também acusou o jogador de "oportunismo eleitoral", alegando que o assunto estaria sendo trazido à tona às vésperas das eleições para prejudicar o senador Flávio Bolsonaro, devido à proximidade entre o parlamentar e o advogado.
Richarlison rebateu a acusação de motivação política ao afirmar que buscou tratar do assunto com o senador em abril deste ano, mas não obteve resposta.
Questionamentos sobre a regularização na SPU
O atacante criticou a condução do processo de regularização pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU). Segundo o jogador, o pedido de sua empresa ficou parado no órgão federal por 10 meses, sendo "jogado na gaveta".
O jogador alegou que, durante esse período de espera, o grupo ligado ao advogado teria utilizado uma empresa inapta desde 2018 e com sócios já falecidos para assumir a posse da ilha. Richarlison afirmou que o grupo teria ludibriado uma viúva de 78 anos para tomar o imóvel.
O atleta questionou a rapidez com que a Secretaria aprovou a transferência para a empresa de Tomaz, classificando o processo como uma "modalidade especial" que ocorreu em poucos dias, enquanto o seu pedido não teve resposta em quase um ano.
