Cidade do Rock terá 5 mil m² de LED e estrutura para 100 mil pessoas por dia
Organização divulga detalhes da Cidade do Rock, que contará com 190 shows e movimentação de R$ 3,3 bilhões no Rio de Janeiro
Por Davy Albuquerque
A organização do Rock in Rio apresentou, nesta quarta-feira (16), os detalhes da infraestrutura da Cidade do Rock para a edição de 2026. O espaço, que está sendo montado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, terá 385 mil metros quadrados de área e capacidade para receber mais de 100 mil pessoas por dia durante o festival.
O evento, que acontece entre os dias 4 e 13 de setembro, deve reunir mais de 1,3 mil artistas em 190 shows, incluindo 45 atrações internacionais. Para a montagem da estrutura, estão sendo utilizados 120 quilômetros de cabos elétricos, 65,8 toneladas de infraestrutura e 90 mil metros quadrados de grama sintética.
A logística do festival inclui a instalação de 1.314 banheiros e 168 bebedouros espalhados pelo recinto. Durante a apresentação, a diretora de marketing do Rock in Rio, Ana Deccache, comparou a operação ao funcionamento de uma cidade temporária.
Segundo a diretora, o fluxo diário de 130 mil pessoas — somando os 100 mil fãs e os 30 mil trabalhadores — é maior do que a população de muitos municípios brasileiros. O espaço conta ainda com 5 mil metros quadrados de painéis de LED distribuídos pela área.
Palcos e novas tecnologias
O principal palco do festival, o Palco Mundo, terá 107 metros de largura e 2.400 metros quadrados de painéis de LED. A estrutura também contará com 200 amplificadores e 24 metros de boca de cena, concentrando quase a mesma quantidade de LED que toda a Cidade do Rock possuía na edição anterior.
Outras estruturas também tiveram especificações divulgadas. O Palco Sunset terá 93 metros de largura e 27,5 metros de altura, enquanto a New Dance Order terá 56,5 metros de largura e 502 metros quadrados de LED. O Espaço Favela terá cenografia composta por 60 casas e o Supernova contará com 60 engrenagens no cenário.
O festival também apresentou a Global Village, uma área de 6 mil metros quadrados inspirada em cidades de diferentes continentes. A organização busca manter o padrão de tecnologia de ponta em todos os setores do evento.
Impacto econômico e sustentabilidade
Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta que o Rock in Rio 2026 deve movimentar R$ 3,3 bilhões na economia do Rio de Janeiro. A projeção indica, ainda, a geração de cerca de 34 mil postos de trabalho.
No pilar ambiental, a organização reafirmou o compromisso de neutralizar 100% das emissões de carbono geradas na Cidade do Rock, em parceria com a empresa Axia Emergia. O festival detém, desde 2013, a certificação internacional ISO 20121, voltada para a gestão sustentável de eventos.
