Polícia prende homem apontado como principal fornecedor de armas e drogas do Comando Vermelho no Rio
Gilvan Firmo Margarida, conhecido como “Nego”, era responsável pela logística de envio de materiais do Paraguai para o Complexo do Alemão
Por Davy Albuquerque
Gilvan Firmo Margarida, conhecido pelo apelido de “Nego”, foi preso nesta quinta-feira (16) apontado pelas investigações como o principal fornecedor de armas e drogas do Comando Vermelho (CV) no estado do Rio de Janeiro. O homem foi localizado por agentes na Avenida Brasil, na altura de Bangu, na Zona Oeste do Rio.
De acordo com as apurações, Gilvan era o responsável pela logística de envio de armamentos e entorpecentes vindos do Paraguai com destino ao Complexo do Alemão. O suspeito mantinha conexões diretas com fornecedores de drogas e armas localizados no país vizinho.
Durante a abordagem policial, o investigado tentou enganar as equipes de segurança apresentando um documento falso. A fraude documental foi confirmada após uma troca de informações entre a delegacia especializada e o Núcleo de Operações da Polícia Federal no Aeroporto Internacional do Rio.
Esquema para ocultar mandado de prisão
As diligências realizadas pela polícia revelaram que Gilvan utilizava documentos falsificados com frequência para realizar viagens. O uso da falsa identidade era uma estratégia recorrente para dificultar o monitoramento de seus deslocamentos.
Além do uso de documentos falsos, o suspeito possuía um esquema mais sofisticado para evitar a captura. As investigações apontaram que ele contratou um hacker para atuar diretamente no sistema da Justiça.
O objetivo do crime cibernético era adulterar dados nos sistemas judiciários para ocultar a existência de um mandado de prisão. O documento contra Gilvan era referente ao crime de homicídio qualificado.
Correção de dados no sistema da Justiça
Após a descoberta da fraude no sistema, a Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) acionou o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ). A instituição adotou as medidas necessárias para corrigir as informações e restabelecer os dados reais no sistema.
A prisão do suspeito é resultado de uma operação que envolveu a integração de diferentes forças de segurança e órgãos estatais. A ação conjunta contou com o trabalho de investigadores da DRE-CAP e de policiais militares do Batalhão Tático Móvel (BTM).
A operação também teve a participação fundamental de agentes da Polícia Federal. O apoio do TJRJ foi essencial para garantir a integridade das informações criminais e viabilizar o cumprimento da ordem judicial.
Combate ao crime organizado
A ação conjunta visa o enfrentamento ao crime organizado e a desarticulação das rotas de abastecimento de facções criminosas no estado. O foco das autoridades é interromper o fluxo de armas e drogas que alimentam as comunidades.
Até o momento, as autoridades reforçam o papel da cooperação entre as polícias Civil e Militar, a Polícia Federal e o Poder Judiciário. A integração é considerada peça-chave para o sucesso no combate ao tráfico e ao homicídio.
Gilvan Firmo Margarida permanece sob custódia para o cumprimento das exigências legais. O caso segue sob investigação para identificar outros possíveis envolvidos no esquema de fraude e logística do Comando Vermelho.
