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Entre Telas

Ilustradora Suzy Lee fala sobre a relação entre fantasia e infância em visita ao Brasil

Vencedora do prêmio Hans Christian Andersen, a ilustradora sul-coreana conversou com o autor brasileiro Odilon Moraes sobre o ofício artístico.

Por Redação Diário Local

A ilustradora sul-coreana Suzy Lee, vencedora do prêmio Hans Christian Andersen, discutiu o processo de criação artística e a relação entre a fantasia e a infância em conversa com o autor brasileiro Odilon Moraes. A autora, premiada com o que é considerado o Nobel da literatura infantil, abordou a busca por um traço espontâneo e a conexão emocional com os leitores.

Lee esteve no Brasil em setembro para participar de uma série de eventos culturais. Durante a visita, ela pôde debater o estilo único de seus livros e o ofício da ilustração com Moraes, que é três vezes vencedor do Prêmio Jabuti e possui um catálogo de mais de 50 obras.

Responsável por títulos reconhecidos como 'Onda' (2008) e 'Sombra' (2010), a sul-coreana destacou que a fantasia em suas obras não funciona como um portal que se abre e fecha ao fim de cada narrativa. Para ela, a imaginação mantém um fluxo constante de idas e vindas.

O ilustrador Odilon Moraes observou que, nas criações de Lee, as portas do imaginário permanecem abertas para o leitor. Segundo ele, existe um diálogo contínuo entre o real e o fantástico em suas histórias.

Sobre a técnica de desenho, Lee explicou que busca um traço que carregue emoções e pensamentos de forma condensada. Ela defende que, quando o traço vem de um lugar natural e autêntico, o sentimento é transmitido ao leitor de maneira direta.

Como é o estilo de Suzy Lee?

O trabalho da ilustradora demonstra um domínio da figuração, mas busca cada vez mais a liberdade do movimento. Durante o diálogo, foi questionada se seu desenho caminha em direção à espontaneidade típica das crianças.

A autora respondeu que a busca pela naturalidade é central em sua produção. Para Lee, o objetivo é permitir que a expressão artística seja um reflexo de sentimentos profundos, sem perder a essência do que é transmitido ao público infantil.

A conversa entre os dois profissionais focou na infância como o ponto de partida fundamental para a criação. O encontro permitiu explorar como o ofício da ilustração pode unir a técnica profissional à sensibilidade do mundo imaginário.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.