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Trippie Redd critica gravadoras e diz que novos rappers são imitadores sem potencial

Rapper afirmou que gravadoras promovem artistas de 'baixo potencial' e pediu desculpas por ter contribuído para a música descartável.

Por Redação Diário Local

O rapper Trippie Redd utilizou as redes sociais no último sábado (26) para criticar a indústria fonográfica atual e a falta de individualidade entre os novos nomes do rap.

Em publicações feitas por meio de stories no Instagram, o artista afirmou que as gravadoras estão contratando artistas com "teto baixo" e tentando apresentá-los ao público como se tivessem o mesmo alcance de nomes como Lil Uzi Vert, Juice WRLD, XXXTentacion ou ele próprio.

Redd escreveu que o modelo de promoção não funciona devido à falta de essência das novas produções. Segundo o músico, os novos artistas não possuem o mesmo nível de composição de seus antecessores, que produziam músicas que poderiam ser ouvidas por diversos públicos.

Autocrítica e música descartável

Além de atacar o modelo de contratação das gravadoras, o rapper fez uma autocrítica em sua publicação. Ele afirmou que a indústria está em um momento "estranho", composto por um grupo de imitadores que produzem músicas muito semelhantes entre si.

O artista chegou a pedir desculpas por ter contribuído para o que chamou de "música descartável e alternativa". Ele diferenciou o trabalho realizado durante a era do SoundCloud das produções atuais, enviando críticas ao conteúdo das músicas novas.

Para Redd, as composições recentes focam excessivamente em temas como festas, bebidas e comprimidos, sem apresentar o significado encontrado em suas obras anteriores, como as faixas "F*ck Love" e "Taking a Walk".

Histórico de críticas

Esta não é a primeira vez que o rapper levanta questionamentos sobre o setor. No ano passado, durante uma transmissão ao vivo, ele afirmou que as gravadoras tentavam recriar a estética do rap dos anos 2010 sem compreender a origem do movimento.

Na ocasião, ele citou nomes como Playboi Carti e Lil Yachty como pioneiros do subgênero. O debate atual reflete uma discussão crescente no cenário norte-americano sobre a homogeneização do gênero e o impacto das plataformas digitais na criação de músicas voltadas apenas para o consumo imediato.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.