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Figurinos de Xuxa em turnê recebem críticas por suposta erotização em show em São Paulo

Estreia da turnê 'O Último Voo da Nave' gerou debates nas redes sociais sobre o uso de roupas sensuais para o público

Por Redação Diário Local

A estreia da turnê 'O Último Voo da Nave', realizada no último sábado (25), em São Paulo, gerou debates nas redes sociais devido aos figurinos utilizados pela cantora Xuxa Meneghel. O espetáculo, que reuniu mais de 50 mil pessoas no Nubank Parque, foi alvo de críticas de internautas que consideraram as roupas inadequadas para o público infantil.

O retorno de Xuxa aos palcos acontece após uma década e faz parte de uma série de quatro shows pelo país, com passagens programadas para o Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba. A artista, de 63 anos, utiliza peças que resgatam elementos clássicos de sua trajetória, mas com uma estética moderna e tecnológica.

Os figurinos foram idealizados pelo estilista Marcelo Cavalcante e produzidos pelo Atelier Michelly X. O visual utiliza elementos como bodies, ombreiras, capas e botas de cano longo, combinando o estilo icônico da cantora com materiais contemporâneos.

Por que os figurinos foram criticados?

Nas redes sociais, parte do público classificou os visuais como excessivamente sensuais ou apelativos. Internautas utilizaram termos para descrever as roupas como vulgares, alegando que a proposta seria inadequada para o contexto de uma figura historicamente ligada ao universo infantil.

A repercussão alcançou o debate político e jornalístico. O deputado estadual Thiago Gagliasso questionou se o show era destinado a maiores de 18 anos ou se o conteúdo poderia causar impacto em crianças. Já a jornalista Monica Salgado criticou, em vídeo publicado no Instagram, o que chamou de "erotização desmedida, envelopada como um empoderamento".

Qual é a defesa do espetáculo?

Por outro lado, o show recebeu elogios de fãs que buscam a nostalgia das décadas de 1980 a 2000. Defensores do espetáculo ressaltam que, embora as músicas façam parte do repertório infantil, a montagem não foi pensada exclusivamente para crianças.

A influenciadora Lorrane Andrade defendeu que a turnê é voltada para quem cresceu assistindo à apresentadora, incluindo adultos com 30, 40 ou 50 anos. Para ela, o debate moral ignora que a artista mantém sua identidade após quatro décadas de carreira.

Andrade argumentou ainda que a polêmica pode esconder um desconforto social com o envelhecimento feminino. Segundo a influenciadora, a discussão sobre os figurinos reflete uma resistência ao fato de uma mulher acima dos 60 anos continuar ocupando espaços de protagonismo e recusar a perda de sua identidade.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.