Atlético-MG lidera ranking de clubes mais endividados do Brasil com dívida de R$ 2,21 bilhões
Levantamento da Anresf aponta que clubes brasileiros acumulam quase R$ 20 bilhões em dívidas com base em balanços de 2025.
Por Redação Diário Local
O Atlético-MG é o clube de futebol mais endividado do Brasil, com débitos que somam R$ 2,21 bilhões. O dado faz parte de um levantamento da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade no Futebol (Anresf), que reuniu informações financeiras de 40 equipes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro.
Segundo a Anresf, as dívidas acumuladas pelos clubes brasileiros chegam a quase R$ 20 bilhões, considerando os balanços financeiros registrados até dezembro de 2025. As informações foram apresentadas nesta quinta-feira (22).
O Corinthians ocupa a segunda posição no ranking nacional, com uma dívida de R$ 2,08 bilhões. Na sequência, o Botafogo aparece em terceiro lugar, registrando R$ 1,78 bilhão em débitos.
O Cruzeiro aparece na quarta colocação, com um endividamento de R$ 1,28 bilhão. O Palmeiras completa o grupo dos cinco maiores devedores do país, com uma dívida de R$ 1,13 bilhão.
Apesar do alto montante, a Anresf destacou que o Cruzeiro cumpre o seu plano de recuperação judicial e não apresenta atrasos nos pagamentos que foram previstos. O levantamento também aponta que o Internacional (R$ 1,05 bilhão) e o Fluminense (R$ 1,04 bilhão) figuram entre as maiores dívidas do futebol brasileiro.
Quanto à regularidade dos pagamentos, o painel da agência informou que apenas seis equipes declararam não ter contas vencidas até o dia 30 de junho. Os clubes nesta situação são Bahia, Bragantino, Chapecoense, Flamengo, Mirassol e Palmeiras.
No cenário mineiro, o levantamento também detalhou a situação de outros dois clubes do estado. Além de Atlético e Cruzeiro, o América-MG possui R$ 182 milhões em dívidas, enquanto o Athletic, de São João del-Rei, registra R$ 72 milhões em débitos.
O ranking completo da Anresf abrange desde grandes equipes até clubes de menor porte, como o CRB, que aparece com uma dívida de R$ 900 mil, e o Operário-PR, com R$ 4,2 milhões.
