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Sócios do Avaí aprovam venda de 90% da SAF para a Kactus Capital por R$ 400 milhões

Votação de sócios autoriza transferência de controle para empresa que promete assumir dívidas de R$ 290 milhões e investir no futebol.

Por Davy Albuquerque

Os sócios do Avaí deram aval para a venda de 90% da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube para a empresa Kactus Capital. A decisão foi tomada em votação realizada na noite desta terça-feira, na Ressacada, onde 411 votos foram a favor da proposta, contra 108 votos contrários, de um total de 519 votos apurados.

A proposta financeira da Kactus Capital prevê o pagamento de R$ 400 milhões pela fatia majoritária da SAF. Além do montante, a empresa se comprometeu a assumir todas as dívidas do clube, que atualmente somam mais de R$ 290 milhões.

Como funcionará o investimento da Kactus Capital?

O aporte da empresa será distribuído em diferentes áreas do clube. Serão destinados R$ 75 milhões ao projeto desportivo, sendo R$ 25 milhões nos três primeiros anos de vigência da SAF. Outros R$ 20 milhões serão aplicados na categoria de base ao longo de dez anos, enquanto R$ 5 milhões serão investidos em infraestrutura no período de cinco anos.

A Kactus Capital também assumirá os custos de operação e manutenção do cotidiano do clube. Como reforço imediato de caixa, o contrato prevê um empréstimo-ponte de R$ 5 milhões, caso a proposta seja formalmente aceita.

A empresa também estabeleceu valores mínimos para a folha de pagamento dos jogadores, dependendo da série em que o Avaí estiver disputando. Para a Série B, o valor mínimo será de R$ 2,5 milhões mais impostos; para a Série A, o piso será de R$ 7 milhões mais impostos.

Quais são as garantias do Avaí no contrato?

Para assegurar a preservação da identidade do clube, o contrato prevê garantias institucionais. O Avaí terá poder de veto em decisões fundamentais, como alterações no nome da instituição, cores, hino, estádio e cidade. Além disso, o clube possui garantias sobre o patrimônio, incluindo a Ressacada e o centro de treinamento.

No modelo de governança, o Avaí terá garantido um terço das cadeiras do conselho de administração. O clube também detém o poder de veto sobre qualquer negociação que a Kactus queira realizar com outros investidores, envolvendo a entrada, saída ou substituição de relações negociais.

De acordo com Rafael Matheus, sócio e cofundador da Kactus Capital, o objetivo é aumentar a receita do clube por meio de gestão e governança, visando o retorno do Avaí para a Série A, o que tornaria o negócio mais sustentável.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.