CBF admite erro em expulsão de Wallace Yan em jogo entre Botafogo e Bragantino
Comissão de Arbitragem da CBF reconheceu que cartão vermelho aplicado ao atacante no empate entre Botafogo e Bragantino foi incorreto
Por Redação Diário Local
A Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) admitiu que houve um erro na expulsão de Wallace Yan durante o empate de 1 a 1 entre Botafogo e Red Bull Bragantino. O lance ocorreu no último sábado (12), em partida válida pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro.
A avaliação oficial da entidade, divulgada nesta sexta-feira (18), confirmou que o cartão vermelho aplicado ao atacante foi incorreto. De acordo com a análise técnica, o jogador tentou se desvencilhar de um bloqueio usando o braço de maneira ilegal contra o rosto do adversário, mas sem o uso de força excessiva.
A decisão de expulsão aconteceu aos 43 minutos do primeiro tempo, no estádio Nilton Santos. Na ocasião, o árbitro Fernando Antonio Mendes de Salles Nascimento Filho foi chamado para revisar o lance com o suporte do Árbitro de Vídeo (VAR) após uma ação envolvendo o zagueiro Ferraresi.
Após a revisão no monitor, a arbitragem interpretou o movimento do atacante como uma agressão sem bola. O impacto da decisão foi imediato, e o Bragantino passou a atuar em inferioridade numérica durante praticamente toda a segunda etapa da partida.
O Botafogo, que já havia participado da jogada que resultou no gol contra de Lucas Monzón, aos 29 minutos do primeiro tempo, conseguiu buscar o empate aos dez minutos do segundo tempo, com gol de Vitinho. O placar final permaneceu em 1 a 1.
Críticas da comissão técnica
O técnico do Bragantino, Vagner Mancini, manifestou revolta com a decisão logo após o encerramento do jogo. O treinador afirmou ter assistido às imagens por diversas vezes e sustentou que não houve qualquer toque no rosto do defensor adversário.
Mancini declarou que a situação não justificava a expulsão e criticou o enquadramento dado pelo árbitro no momento da revisão. O comandante da equipe visitante pontuou que, se houvesse contato físico direto, ele mesmo teria reconhecido a legitimidade do cartão.
A análise da CBF encerra a discussão técnica sobre o lance, classificando o cartão vermelho como incorretamente aplicado diante da ausência de violência excessiva na movimentação do atleta.
