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Sustentabilidade

CBF usará inteligência artificial para medir impacto ambiental de partidas

Confederação pretende utilizar tecnologia para monitorar resíduos e busca se tornar a primeira organização de futebol '360 neutra'.

Por Redação Diário Local

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) passará a usar inteligência artificial para medir o impacto ambiental de cerca de 3,3 mil jogos realizados anualmente. O objetivo é monitorar a produção de resíduos, o consumo de energia e o uso de recursos hídricos para viabilizar ações de compensação e reciclagem.

A iniciativa faz parte do programa CBF Impacta, que reúne projetos voltados para as áreas ambiental, social e de governança (ESG). Com a tecnologia, a entidade busca se tornar a primeira organização de futebol do mundo classificada como "360 neutra", focando na neutralização de carbono e na eficiência energética.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (3), durante o 3º Fórum Sustentabilidade em Campo, no Museu do Futebol, em São Paulo. O debate contou com a participação de representantes da Liga Nacional de Basquete (LNB), da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e do Mundial de Endurance (WEC).

Como funcionará o monitoramento?

O sistema de inteligência artificial funcionará por meio do cruzamento de dados sobre o público presente nos estádios e as características das instalações esportivas. Segundo a CBF, o uso de informações básicas permitirá criar estimativas precisas sobre a quantidade de água, energia e resíduos sólidos gerados em cada partida.

A confederação pretende publicar, após cada jogo, os indicadores de emissões e as respectivas medidas de compensação ambiental. O intuito é conscientizar os torcedores sobre a pegada ecológica das competições e dar transparência ao processo.

Reciclagem e educação ambiental

Um dos projetos do programa CBF Impacta prevê a transformação de resíduos produzidos nas competições em bolas de futebol. O material reciclado será destinado à distribuição em comunidades, utilizando o esporte como ferramenta de educação ambiental para estimular o descarte correto de materiais entre jovens.

A neutralização de carbono das partidas da seleção brasileira já teve início durante a Copa do Mundo de 2026. Agora, a medida será estendida a todas as competições organizadas pela confederação, visando garantir que todos os cerca de 3,3 mil jogos anuais sejam neutros em carbono.

As informações foram detalhadas pelo vice-presidente e diretor de Sustentabilidade da CBF, Ricardo Paul, durante o painel sobre grandes eventos esportivos e sustentabilidade no fórum realizado em São Paulo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.