Diário Local
Futebol

CBF planeja formar árbitros a partir de ex-jogadores que não viraram profissionais

Projeto da entidade busca identificar jovens atletas que não seguiram carreira profissional para integrar a elite da arbitragem nacional.

Por Redação Diário Local

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) planeja formar uma nova geração de árbitros utilizando ex-jogadores que não conseguiram seguir carreira profissional no esporte. O projeto busca aproveitar o conhecimento técnico e a visão de jogo de atletas que ficaram pelo caminho para integrar o quadro de arbitragem nacional.

A iniciativa foi detalhada pelo vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul. Segundo o dirigente, o foco é identificar jovens atletas, possivelmente na faixa de 21 ou 22 anos, que não chegaram a assinar um contrato profissional nas modalidades de base ou transição.

De acordo com a proposta, oferecer uma oportunidade na arbitragem ajudaria a evitar o desânimo de atletas que encerram precocemente seus ciclos no futebol. O dirigente defende que quem já jogou a modalidade possui uma percepção de campo mais diferenciada e qualificada para o exercício da função.

Como será o processo de seleção?

Para garantir a qualidade do novo grupo, a CBF pretende realizar um processo seletivo rigoroso. A seleção contará com testes físicos, avaliações psicotécnicas e exames de visão para identificar os perfis mais aptos.

A meta estabelecida pela entidade é selecionar entre 30 e 40 candidatos. Esses profissionais comporão o que a diretoria chama de uma "elite" da arbitragem no país, sendo tratados sob o conceito de "árbitros-atletas".

Custos e parceria técnica

A CBF informou que pretende arcar com os custos de formação dos selecionados. O trabalho de capacitação será realizado em parceria direta com a Comissão Nacional de Arbitragem da entidade.

O plano prevê que a instituição pague o curso de arbitragem para os escolhidos, fortalecendo o processo de formação em conjunto com a comissão técnica. O objetivo é garantir que os novos profissionais tenham suporte completo durante a transição de carreira.

O cronograma do projeto estabelece que, em um prazo de até dois anos, o Brasil já conte com esse grupo preparado. A expectativa é que o país disponha de um contingente de árbitros com perfil diferenciado, aproveitando a experiência prévia que os ex-atletas possuem dentro das quatro linhas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.