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Bola de Ouro

Copa do Mundo altera cenário da disputa pela Bola de Ouro e coloca Messi e Mbappé como favoritos

Desempenho no Mundial do Catar e dos Estados Unidos muda o favoritismo de jogadores que vinham de temporadas diferentes na Europa

Por Diário Local

A Copa do Mundo voltou a atuar como o principal divisor de águas na disputa pela Bola de Ouro, alterando o favoritismo de atletas que iniciaram o torneio em posições distintas. O desempenho nas seleções tem o poder de transformar campanhas de clubes em argumentos decisivos para a conquista do prestigiado prêmio individual.

No cenário atual, Lionel Messi reorganizou a corrida ao assumir o protagonismo na campanha da Argentina. O argentino, que de defende o Inter Miami, iniciou o Mundial fora das principais projeções por atuar fora do futebol europeu, mas passou a ser citado como candidato real após atuações decisivas nos mata-matas.

Messi soma 13 gols e oito assistências em 16 partidas em 2026 pelo clube norte-americano. Aos 39 anos, o jogador tem repetido um roteiro semelhante ao de 2022, quando liderou o mundo rumo ao título e, meses depois, levantou sua oitava Bola de Ouro.

Outro nome que recuperou espaço na disputa é Kylian Mbappé. O atacante francês viveu uma temporada de altos e baixos no Real Madrid, onde marcou 42 gols e seis assistências, mas terminou o ciclo sem conquistar títulos.

Na Copa do Mundo, Mbappé voltou a apresentar futebol de destaque e protagonismo na campanha da França. Com gols e atuações decisivas, o jogador recolocou seu nome entre os favoritos ao prêmio individual mais importante do futebol.

Quem chegou fortalecido antes do Mundial?

Antes de a bola rolar na competição, alguns jogadores já apareciam com candidaturas sólidas baseadas na temporada europeia. O atacante Harry Kane, por exemplo, encerrou o ciclo pelo Bayern de Munique com 61 gols e sete assistências.

Kane liderou a equipe alemã nas conquistas da Bundesliga, da Copa da Alemanha e da Supercopa da Alemanha. Na Copa, o inglês segue na disputa com seis gols marcados, ficando atrás apenas de Messi, Mbappé e Haaland, que têm sete cada.

Ousmane Dembélé também chegou fortalecido ao torneio. O francês encerrou a temporada pelo PSG com 20 gols, 12 assistências e cinco títulos, incluindo o troféu da Champions League.

Apesar do desempenho nos clubes, Dembélé enfrenta nova concorrência dentro da seleção francesa. O brilho de companheiros de equipe na Copa tem dificultado a manutenção do seu favoritismo isolado no cenário mundial.

O impacto da Copa na premiação

Existe um debate entre especialistas sobre o peso do torneio mundial na escolha do vencedor. Alguns defendem que o Mundial é o maior palco do futebol e pode definir o prêmio, enquanto outros consideram injusto premiar um atleta apenas por 45 dias de competição.

Para parte dos analistas, o desempenho em um curto período não deveria apagar toda uma temporada nos clubes. Esse argumento é frequentemente usado para questionar jogadores que, como Messi, atuam fora do circuito do futebol europeu.

A tendência histórica, no entanto, corrobora a importância da Copa. Em edições passadas, nomes como Ronaldo (2002), Fabio Cannavaro (2006), Luka Modric (2018) e o próprio Messi (2022) utilizaram o sucesso com suas seleções como o principal argumento para vencerem o troféu.

As fases decisivas do torneio, como as quartas de final, prometem definir quem dará o passo mais importante rumo à próxima premiação. Além dos protagonistas já estabelecidos, o jovem Lamine Yamal também é citado como um nome capaz de entrar na disputa caso a Espanha conquiste o título.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.