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Chefe de arbitragem da Fifa nega influência política e defende integridade de árbitros na Copa

Pierluigi Collina defendeu as decisões do árbitro francês François Letexier em partida entre Argentina e Egito e criticou questionamentos à integridade dos profissionais.

Por Diário Local

A federação egípcia formalizou uma queixa à Fifa contra o árbitro François Letexier após as decisões tomadas na partida entre Egito e Argentina, válida pela Copa do Mundo. O chefe do Comitê de Arbitragem da Fifa, o italiano Pierluigi Collina, defendeu a integridade do árbitro francês e negou que o órgão sofra qualquer tipo de influência política.

Em entrevista distribuída pela entidade, Collina afirmou que não é aceitável questionar a honestidade dos profissionais que atuam no torneio. Segundo o dirigente, ataques desse tipo podem gerar consequências graves, como ameaças contra os árbitros e suas famílias.

O chefe de arbitragem reforçou que as decisões são tomadas de forma independente, alegando que ninguém pode influenciar os critérios da Fifa, nem mesmo o presidente da entidade, Gianni Infantino. Ele destacou que os árbitros, assim como jogadores e técnicos, buscam sempre dar o melhor de si em campo.

As declarações surgem em um momento de tensão sobre a condução do torneio. Recentemente, a integridade do árbitro brasileiro Raphael Claus também foi questionada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a expulsão do atacante Folarin Balogun nas oitavas de final.

Entenda os lances de contestação em Argentina x Egito

A insatisfação do Egito concentrou-se em dois momentos principais da partida comandada por Letexier. O primeiro foi a anulação de um gol egípcio após a intervenção do Árbitro de Vídeo (VAR), que identificou uma falta no início da jogada de ataque.

O lance envolveu uma dividida entre o jogador egípcio Marwan Attia e o argentino Lisandro Martínez. Collina explicou que, se uma falta for identificada na construção da jogada e tiver impacto no gol, o VAR deve recomendar a revisão, sem um limite definido de distância ou tempo entre o ocorrido e a finalização.

Sobre o impacto da jogada, o dirigente indicou concordar com a marcação, afirmando que Attia cometeu falta ao pisar no pé de Martínez durante a disputa.

O segundo ponto de protesto da comissão técnica egípcia foi a validação de um gol da Argentina. O Egito alegou que houve falta de Julián Álvarez contra Mohamed Salah durante uma dividida, o que não foi reconhecido pela arbitragem.

Collina justificou a decisão baseando-se na subjetividade das interpretações. Para o chefe de arbitragem, enquanto pisar no pé do adversário é falta, um defensor que toca a bola primeiro e realiza um contato normal de jogo não comete infração.

O dirigente concluiu afirmando que, embora sempre exista um elemento de subjetividade, a Fifa está satisfeita com a forma como os princípios de arbitragem estão sendo aplicados ao longo da competição.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.