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Didier Deschamps deixa o comando da seleção francesa após 14 anos de trabalho

Federação Francesa de Futebol confirmou o desligamento do técnico após derrota na Copa do Mundo de 2026

Por Davy Albuquerque

A Federação Francesa de Futebol (FFF) confirmou a saída de Didier Deschamps do comando da seleção francesa neste sábado (18). O anúncio ocorre poucas horas após a derrota da equipe por 6 a 4 para a Inglaterra, na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo de 2026.

O treinador de 57 anos deixa o cargo após 14 anos de liderança técnica. Em comunicado oficial, a entidade destacou a trajetória de Deschamps, que encerra um ciclo de 25 anos de dedicação ao futebol francês, atuando tanto como jogador quanto como técnico.

A federação exaltou o trabalho realizado pelo profissional desde 2012, ressaltando que ele personificou o rigor, a disciplina e o espírito coletivo ao longo de sua gestão. Segundo a instituição, a liderança de Deschamps ajudou a equipe a manter-se no alto nível mundial e a recuperar a credibilidade perante o público.

Resultados e conquistas de Deschamps

Durante o período à frente dos Bleus, Deschamps comandou a seleção em 185 partidas, registrando 120 vitórias. Sob seu comando, a França conquistou a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, e a Liga das Nações de 2021.

O histórico do treinador também inclui a participação em finais importantes, como a Eurocopa de 2016 e a Copa do Mundo de 2022. A FFF afirmou que o técnico transmitiu uma cultura de desempenho e responsabilidade que servirá de referência para as próximas gerações de atletas.

Além dos títulos, a federação destacou a influência de Deschamps na formação de novos talentos. Segundo o comunicado, ele promoveu a ascensão de inúmeros jogadores à seleção nacional e fortaleceu o vínculo entre o elenco e os torcedores do país.

Histórico como jogador

A relação de Deschamps com a seleção francesa iniciou-se muito antes de sua atuação no banco de reservas. Como meio-campista, ele atuou como capitão da equipe campeã da Copa do Mundo de 1998 e da Eurocopa de 2000.

A FFF pontuou que o profissional ocupa um lugar singular na história do esporte por ter alcançado o título mundial em duas funções distintas: primeiro como atleta e, duas décadas depois, como treinador. A entidade encerrou o comunicado agradecendo o comprometimento de Deschamps com a instituição e com a comunidade do futebol francês.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.