Espanha recebe anéis de campeão da Copa do Mundo de 2026 em nova tradição da Fifa
Instituição inspirou-se em ligas dos Estados Unidos para criar joias numeradas que serão entregues aos jogadores da seleção espanhola.
Por Davy Albuquerque
A seleção espanhola recebeu anéis de campeão após a conquista da Copa do Mundo de 2026. A iniciativa, anunciada pela Fifa, faz parte de uma edição limitada com 2.026 unidades numeradas individualmente, sendo que 30 delas serão destinadas especificamente aos jogadores da equipe vencedora.
A medida é inédita na história do torneio e foi inspirada nas tradições de ligas esportivas dos Estados Unidos, como a NFL e a NBA. As demais unidades da edição limitada serão colocadas à venda para que os torcedores também possam adquirir o item.
As joias são personalizadas e apresentam detalhes distintos em cada lado. De um lado, consta o símbolo do troféu da Copa do Mundo e, do outro, ícones que representam a identidade da seleção campeã, neste caso, a Espanha.
Cada peça é numerada individualmente, confeccionada sob medida e acompanha um certificado de autenticidade. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, entregou anéis provisórios ao capitão e ao treinador da equipe em vídeo publicado recentemente. Os jogadores receberão os anéis definitivos nos próximos dias para garantir o encaixe perfeito.
Além do acessório oficial da Fifa, a marca esportiva Under Armour anunciou, nesta segunda-feira (20), que fornecerá anéis de ouro personalizados para os jogadores Ferran Torres e Pedro Porro. Ambos são embaixadores da etiqueta e integraram a seleção espanhola no torneio.
O modelo da marca foi desenvolvido em parceria com a joalheria Hoorsenbuhs e a etiqueta de streetwear 424. O anúncio das peças exclusivas foi feito por meio dos perfis oficiais das marcas nesta segunda-feira (20).
Por que há críticas à "americanização" da Copa?
A introdução dos anéis, somada ao formato de entretenimento da final, tem gerado críticas de que a Copa do Mundo está se tornando excessivamente parecida com o Super Bowl, evento realizado nos Estados Unidos. Críticos defendem que as decisões refletem o modelo de entretenimento estadunidense no futebol.
O debate sobre a influência dos Estados Unidos no torneio também foi alimentado por episódios envolvendo a arbitragem durante partidas da seleção norte-americana. Para parte dos críticos, essas mudanças representam uma interferência no formato tradicional do campeonato mundial.
