Diário Local
Esportes

Fifa estuda aumentar Copa do Mundo para 64 seleções em 2030

Presidente Gianni Infantino afirma que federação avalia incluir mais 16 equipes no torneio de 2030 após expansão recente

Por Davy Albuquerque

A Fifa estuda a possibilidade de expandir a Copa do Mundo para 64 seleções no torneio de 2030. O presidente da entidade, Gianni Infantino, afirmou que a federação avalia incluir 16 equipes a mais do que o formato de 48 países adotado na edição de 2026.

A proposta de ampliar o torneio ganhou força após uma sugestão formal de uma delegação de dirigentes da América do Sul. O dirigente uruguaio Ignacio Alonso apresentou a ideia em uma reunião do Conselho da Fifa em março de 2025.

Infantino confirmou que novas conversas sobre o novo formato devem ocorrer após o encerramento da Copa do Mundo de 2026. Em declarações recentes, o presidente da entidade defendeu que todas as nações devem ter a oportunidade de sonhar com a participação no mundial.

O presidente da Conmebol e vice-presidente da Fifa, Alejandro Dominguez, é um dos apoiadores públicos da ideia. Para Dominguez, uma Copa do Mundo com 64 equipes seria um sonho que ajudaria a unir o mundo.

Como será o formato da Copa de 2030?

A competição de 2030 será realizada em seis países de três continentes diferentes. O torneio terá partidas iniciais na América Latina, com jogos no Uruguai, Argentina e Paraguai. Cada um desses países receberá uma partida do torneio.

Os demais jogos serão concentrados em Marrocos, Portugal e Espanha. Caso a expansão para 64 seleções seja aprovada, há a possibilidade de que Uruguai, Argentina e Paraguai sediem mais jogos, em vez de apenas uma partida cada.

Pelas regras da Fifa, um continente só pode sediar o evento uma vez a cada três edições. Com a realização de partidas na América do Sul em 2030, a região só poderá voltar a ser a sede principal da competição em 2042.

Por que a expansão sofre críticas?

O principal receio dos críticos é a possível perda de qualidade técnica nas partidas. Com 64 seleções, cerca de 25% das 210 nações masculinas de futebol participariam, o que, segundo especialistas, poderia tirar o sentido das eliminatórias.

Lideranças do futebol internacional já se posicionaram contra o novo formato. O presidente da União das Federações Europeias de Futebol (UEFA), Aleksander Ceferin, e o presidente da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf), Victor Montagliani, são vozes contrárias à medida.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.