Conselho do Flamengo vota reforma para profissionalizar gestão do clube
Proposta cria diretoria de executivos remunerados e separa as funções de governança da execução do dia a dia no clube.
Por Redação Diário Local
O Conselho Deliberativo do Flamengo vota nesta terça-feira (15) uma reforma estatutária que tem como objetivo tornar permanente o modelo de gestão profissional adotado pela atual administração. A proposta estabelece a separação entre as funções de governança e a execução das atividades do clube.
Com a mudança, a gestão do cotidiano ficaria a cargo de uma Diretoria Profissional. Esse setor seria composto por executivos remunerados, escolhidos com base em critérios técnicos, separando a parte estratégica da operacional.
Como funcionaria a nova estrutura?
A Diretoria Profissional seria dividida em dois cargos principais: o diretor-geral, responsável pela gestão corporativa, e o diretor de futebol, que cuidaria tanto do futebol profissional quanto das categorias de base.
Para acompanhar esse trabalho, seria criado o Conselho Gestor (Coge). O órgão teria a função de supervisionar a gestão profissional, analisando estratégias, metas, indicadores, riscos e a estrutura organizacional, sem interferir diretamente na operação do dia a dia.
O texto também prevê a implementação de políticas de governança, planejamento com orçamento anual, planos de três e cinco anos, além da criação obrigatória de um Portal de Governança e Transparência.
Regras de transparência e participação
A reforma estatutária amplia as regras contra o nepotismo e estabelece períodos de quarentena e restrições para associados que tenham ocupado cargos eletivos antes de ingressar na Diretoria Profissional. O texto foi elaborado pela Comissão Permanente de Estatuto, baseando-se em sugestões de associados.
A proposta mantém o Flamengo como uma associação civil, não sugerindo a transformação em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O Conselho Deliberativo permanece como a instância máxima para decisões estruturantes, com novas atribuições, como a aprovação das Políticas de Governança.
O projeto faz parte da proposta “Profissionalismo”, apresentada pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o BAP. O objetivo é evitar que a profissionalização da operação dependa de cada novo presidente, especialmente diante de uma estrutura que movimenta receitas anuais superiores a R$ 2 bilhões.
