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São Paulo

Julio Casares gastou mais de R$ 1 milhão com cartão corporativo do São Paulo

Faturas de ex-presidente do clube mostram despesas com lojas de luxo, restaurantes e viagens; valor de R$ 560 mil foi devolvido.

Por Redação Diário Local

O ex-presidente do São Paulo, Julio Casares, realizou gastos que somam mais de R$ 1 milhão com o cartão corporativo do clube no período entre janeiro de 2021 e dezembro de 2025.

As faturas registram despesas em restaurantes, lojas de luxo, casas de charutos e estabelecimentos de cuidados pessoais. Em novembro de 2025, Casares efetuou a devolução de R$ 560.401,74, valor ao qual atribuiu a natureza de despesas pessoais.

Atualmente, o ex-dirigente responde a um processo interno no São Paulo e pode enfrentar a expulsão do quadro de associados do clube.

Quais foram os principais gastos registrados?

Entre os estabelecimentos com maior volume de despesas estão a casa de charutos Esch Café, onde foram gastos R$ 77.100, e o restaurante Gero, com despesas de R$ 71.800 ao longo do período. Os registros também apontam pagamentos em um restaurante que tinha como sócia a então companheira de Casares.

As faturas detalham ainda viagens internacionais. Em janeiro de 2025, durante a pré-temporada do São Paulo nos Estados Unidos, o cartão foi utilizado para compras que totalizaram R$ 51.000, das quais R$ 26.200 foram na loja Prada.

No ano anterior, gastos relacionados a viagens para Londres e Las Vegas alcançaram R$ 160 mil, abrangendo hotéis, restaurantes e lojas de luxo. Em 2024, enquanto chefiava a delegação da seleção brasileira na Copa América, o cartão do clube registrou quase R$ 80.000 em gastos nos Estados Unidos.

O que o São Paulo decidiu sobre o uso do cartão?

O São Paulo informou que analisa a totalidade das faturas anteriores e buscará o ressarcimento caso identifique o uso do cartão para despesas de natureza particular. Algumas despesas, como hospedagens de delegação e reuniões institucionais, foram registradas mas não foram ressarcidas.

Em dezembro de 2025, o clube criou uma política específica para regulamentar o uso do cartão corporativo. A nova norma proíbe gastos pessoais, independentemente de haver a devolução posterior dos valores.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.