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São Paulo

Julio Casares processa São Paulo após expulsão por suspeita de gestão temerária

Ex-presidente contesta acusações de irregularidades e afirma ter sido alvo de trama política após decisão do Conselho Deliberativo.

Por Redação Diário Local

Julio Casares processou o São Paulo após ser expulso do clube na última quinta-feira (10). O ex-presidente contesta as acusações de gestão temerária e outras irregularidades usadas para justificar a expulsão, alegando ter sido vítima de uma “trama política”.

A decisão de expulsão foi tomada pelo Conselho Deliberativo com base em investigações internas, enquadrando o ex-dirigente no artigo 34 do Estatuto Social do clube. Casares presidiu a instituição de janeiro de 2021 a janeiro de 2026 e também é alvo de investigações pela Polícia Civil e pelo Ministério Público.

O que diz a defesa de Casares?

A defesa apresentou três pedidos principais na ação judicial. O primeiro busca o reconhecimento de que não houve gestão temerária, que foi o fundamento central da expulsão. O segundo pedido utiliza a aprovação das contas do clube entre 2021 e 2024 para tentar afastar a responsabilidade do ex-presidente.

O terceiro argumento sustenta que a devolução de valores gastos pessoalmente no cartão corporativo demonstra a ausência de dolo ou culpa grave. Segundo os advogados, o montante devolvido, de R$ 560.401,74, comprova a boa-fé do ex-dirigente.

Irregularidades e saques apontados

Um relatório da Comissão de Ética, elaborado pelo relator Luiz Braga, apontou que cerca de R$ 7 milhões foram sacados das contas do São Paulo sem documentação suficiente para comprovar a finalidade e o destino dos valores. No acumulado de cinco anos, o total de saques retirados das contas do clube chegou a R$ 11,05 milhões.

Entre os anos de 2021 e 2024, os saques somaram R$ 9,3 milhões, enquanto em 2025 o valor foi de R$ 1,7 milhão. A defesa de Casares afirma que ele não era o responsável por explicar contabilmente a origem dos saques e que nunca foi questionado pelo diretor de compliance do clube, Roberto Armelin.

Os advogados argumentam que os valores representam entre 0,3% e 1% do total movimentado pelo São Paulo no período e que foram utilizados para pagamentos de premiações a atletas e prestadores de serviço, além de despesas promocionais.

Gastos com cartão corporativo

O mesmo relatório da Comissão de Ética identificou gastos do cartão corporativo em estabelecimentos de luxo, como restaurantes, charutarias, salões de beleza e petshops, além de despesas médicas e medicamentos pessoais. Registros apontam gastos consideráveis em estabelecimentos específicos, incluindo visitas ao Esch Café e pagamentos ao Gero.

O São Paulo foi procurado para comentar o caso nesta quarta-feira (30), mas não enviou resposta até o momento da publicação.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.