Justiça nega recursos de defesa de Julio Casares em investigações no São Paulo
Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitou pedidos sobre participação de advogados em depoimentos e afastamento de promotores.
Por Redação Diário Local
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou dois recursos apresentados pela defesa de Julio Casares, ex-presidente do São Paulo, em investigações sobre supostas irregularidades financeiras e contratuais no clube. As decisões foram proferidas na última quinta-feira (18).
Os processos apuram possíveis irregularidades ocorridas durante o período de gestão de Casares à frente do comando tricolor. O ex-presidente responde a dois inquéritos conduzidos pela Polícia Civil e pelo Ministério Público (MP-SP).
Um dos pedidos realizados pelos advogados buscava autorização para que a defesa acompanhasse os depoimentos de testemunhas ainda nesta fase inicial das apurações. O trabalho investigativo é coordenado pelo delegado Tiago Correia, da Polícia Civil.
A Justiça, contudo, não acatou o pedido e limitou a presença dos representantes de Casares apenas à próxima etapa das investigações. No momento, o trabalho conta com a participação dos promotores José Reinaldo Carneiro e Tomás Ramadan.
Tentativa de afastar promotores
A segunda solicitação feita pela defesa de Casares foi um habeas corpus. O objetivo do recurso era afastar os promotores do caso das investigações em curso.
Segundo os representantes do ex-dirigente, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) não teria nomeado formalmente os promotores para atuar especificamente nessas diligências.
O TJSP rejeitou o pedido de habeas corpus e afirmou que o Ministério Público possui plena aptidão para atuar em conjunto com a Polícia Civil. Com a decisão, os promotores seguem autorizados a compor a equipe de investigação.
Com o indeferimento dos recursos, o ritmo das apurações sobre as supostas irregularidades financeiras e contratuais durante a gestão de Casares no São Paulo segue conforme o cronograma estabelecido pelos órgãos de controle.
