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Meia que nasceu nos EUA recusa seleção americana e enfrenta rival nesta quarta

Esmir Bajraktarevic, de 21 anos, trocou a seleção americana pela Bósnia e enfrenta os EUA nos 16 avos de final da Copa do Mundo 2026.

Por Diário Local

Aos 21 anos, Esmir Bajraktarevic é um dos personagens do confronto entre Estados Unidos e Bósnia, pela segunda fase da Copa do Mundo de 2026. Filho de sobreviventes da Guerra da Bósnia, o meia nasceu nos Estados Unidos depois que a família deixou o país durante o conflito dos anos 1990. Criado em Wisconsin, iniciou a carreira no New England Revolution, ganhou destaque na MLS e chegou a defender a seleção americana antes de optar pela equipe bósnia.

Depois de representar os Estados Unidos em um amistoso, Bajraktarevic decidiu trocar de seleção. Fez sua estreia pela Bósnia em setembro de 2024, quando deu assistência para Edin Dzeko contra a Holanda no primeiro toque na bola. Atualmente, vive bom momento no PSV, clube pelo qual conquistou os dois últimos títulos do Campeonato Holandês.

A escolha do meia em defender a Bósnia foi elogiada pelo técnico Sergej Barbarez. Segundo ele, Bajraktarevic é um exemplo do trabalho realizado pela federação para atrair jogadores descendentes de bósnios que vivem em outros países. "Ele é um exemplo clássico do trabalho que temos feito recentemente. Ampliamos nosso horizonte e fomos até os Estados Unidos em busca de jogadores que quisessem defender a nossa seleção", afirmou Barbarez.

O treinador destacou ainda características do meia que agregam ao elenco. "Ele é um garoto fantástico, se comporta muito bem, sabe o que está buscando e sente o peso da camisa que veste. Isso tem um grande valor. Ao mesmo tempo, traz aspectos da cultura americana que ajudam a equipe", completou.

Apesar de enfrentar o país onde nasceu, Barbarez afirmou que o meia encara a partida com naturalidade. "Esmir sorri todos os dias. Eu passei toda a minha carreira na Alemanha, então enfrentá-los era algo especial para mim. Mas, no fim das contas, continua sendo apenas uma partida. Ele sabe por qual seleção joga e sabe de onde vieram os pais dele", disse o técnico.

O treinador completou ressaltando que casos como o de Bajraktarevic são comuns no futebol moderno. "Temos muitos exemplos de jogadores que passaram pelas categorias de base de outros países. Isso é algo bastante comum hoje em dia e, por isso, nem conversamos muito sobre esse assunto. Este jogo é especial para todos, não apenas para o Esmir".

Nesta quarta-feira, Bajraktarevic terá a oportunidade de enfrentar a seleção americana pela primeira vez desde que decidiu representar a Bósnia. O confronto dos 16 avos de final está marcado para 1º de julho, às 21h, no Bay Area Stadium, em São Francisco.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.