Ministério Público volta a arquivar inquérito sobre suspeita de milícia digital no Corinthians
Promotor entendeu que não há provas que relacionem perfis investigados a crimes ou vazamento de informações sigilosas no clube.
Por Redação Diário Local
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) determinou, na última sexta-feira (28), o novo arquivamento do inquérito que investigava uma suposta milícia digital no Corinthians. A decisão foi proferida pelo promotor Marcio Takeshi Nakada, da 3ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital, após reavaliação dos fatos.
A investigação foi motivada por relatos de Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians. Na época, ele alegou ter sido alvo de ameaças, perseguições e ofensas nas redes sociais em meio a disputas políticas no clube.
O procedimento já havia sido arquivado anteriormente por falta de elementos que justificassem a continuidade das apurações. No entanto, Tuma solicitou novas diligências, incluindo pedidos de quebra de sigilo e informações junto a plataformas digitais, o que levou à reabertura do caso.
Motivos do arquivamento
Após a nova análise, o Ministério Público entendeu que não surgiram provas capazes de relacionar os perfis investigados a crimes ou ao suposto vazamento de informações sigilosas. O promotor responsável também considerou que não havia justificativa para autorizar quebras de sigilo telefônico, telemático, fiscal ou bancário dos envolvidos.
A Promotoria concluiu que a investigação não reuniu evidências suficientes para sustentar a existência de uma associação ou organização criminosa. Com o entendimento de que faltavam elementos para o prosseguimento, o inquérito foi novamente encerrado.
Posicionamento das partes
Questionado sobre o caso, o presidente do Conselho do Corinthians, Romeu Tuma Júnior, afirmou que irá recorrer da decisão junto à Procuradoria de Justiça. Ele preferiu não entrar em detalhes sobre o ocorrido devido ao segredo de justiça que tramita no processo.
A defesa dos investigados — Fábio Moreira Macedo (Blog do Macedo) e os proprietários dos perfis Teleco e Mala — negou as acusações de ameaça, perseguição, fraude processual ou associação criminosa. Os advogados afirmaram que as suspeitas são infundadas e que o arquivamento confirma que não há justa causa para a investigação.
Em nota, a defesa dos perfis citados declarou acreditar que "a justiça foi feita" e afirmou que pretende tomar providências cíveis e criminais contra quem realizou as acusações.
