Ministério Público afirma que investigação sobre intervenção no Corinthians está em fase inicial
Promotores de São Paulo dizem que colhem provas para avaliar situação administrativa e pedem cautela após protestos de torcidas.
Por Redação Diário Local
A Promotoria do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) afirmou nesta quarta-feira (19) que o inquérito civil que apura a possibilidade de uma intervenção judicial no Corinthians ainda está em estágio inicial. O órgão informou que está reunindo documentos e ouvindo representantes do clube para instruir a investigação.
Os promotores Luiz Ambra Neto e André Pascoal deram as declarações após uma reunião com integrantes de seis torcidas organizadas. O grupo realizou um protesto em frente à sede do Ministério Público, na região da Sé, em São Paulo, reivindicando a nomeação de um interventor para assumir temporariamente a administração da instituição.
Por que a investigação estava parada?
De acordo com o promotor André Pascoal, o procedimento passou por uma suspensão temporária para que o Conselho Superior do Ministério Público discutisse a continuidade das apurações. O órgão recebeu o aval para prosseguir e agora trabalha na coleta acelerada de informações para avaliar a situação administrativa do clube.
O inquérito foi aberto no final de 2025 e ainda não possui um prazo definido para conclusão, embora o trabalho de análise de documentos enviados pela diretoria esteja em andamento. Nas últimas semanas, os investigadores têm focado na instrução do processo para reunir elementos que fundamentem uma eventual ação judicial.
Como o Corinthians tem colaborado?
Segundo o promotor Luiz Ambra Neto, o Corinthians tem atendido às solicitações feitas pelos investigadores. Um dos passos recentes foi a oitiva do presidente do Corinthians, Osmar Stabile, que prestou depoimento aos promotores no último domingo (10) na presença do diretor jurídico e de advogados do clube.
O Ministério Público enviou novas solicitações de documentos e informações recentemente e aguarda as respostas para dar sequência às análises. Os promotores destacaram que a colaboração da diretoria tem sido positiva neste começo de trabalho, mas reforçaram que ainda é cedo para conclusões definitivas.
O que pode mudar com uma intervenção?
Caso a Justiça decida pela nomeação de um interventor, este terá poderes para assumir a presidência e os atos administrativos do Corinthians. O profissional poderá suspender decisões ou contratos, promover auditorias internas, reorganizar a estrutura de gestão e, se necessário, convocar novas eleições.
O interventor atuará sob a fiscalização do Poder Judiciário e deverá apresentar relatórios periódicos sobre sua gestão. A medida permaneceria em vigor até que o magistrado entenda que as irregularidades foram sanadas e que o clube possui condições de retomar uma administração regular.
