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CBF e clubes aprovam 10 novas regras de arbitragem para o Brasileirão a partir da 23ª rodada

Medidas aprovadas pela CBF e clubes visam combater o antijogo e incluem punição para jogadores que taparem a boca em discussões

Por Redação Diário Local

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os clubes das Séries A e B aprovaram, nesta segunda-feira (10), a implementação de 10 novas regras de arbitragem para o futebol brasileiro. As mudanças passam a valer a partir da 23ª rodada do Brasileirão e também serão aplicadas na Copa do Brasil e no Brasileirão Feminino A1.

A decisão foi tomada durante reunião realizada no Rio de Janeiro. As novas normas foram propostas pela International Football Association Board (IFAB) com o objetivo de combater o antijogo, aumentar o dinamismo das partidas e ajustar o protocolo de uso do Árbitro de Vídeo (VAR).

Muitas das medidas aprovadas já estão em vigor na Copa do Mundo de 2026. O conjunto de alterações visa reduzir as interrupções desnecessárias e padronizar as punições para comportamentos que retardam o ritmo do jogo.

Novas punições e a "Lei Vini Jr."

Entre as principais medidas aprovadas está a chamada "Lei Vini Jr.", que estabelece a expulsão com cartão vermelho para o jogador que tapar a boca de forma intencional durante discussões com adversários. A regra busca coibir condutas desrespeitosas e manter o controle da partida.

O uso da tecnologia também sofrerá ajustes significativos. O VAR passará a ter a atribuição de revisar a aplicação de um segundo cartão amarelo que resulte em expulsão, visando evitar erros de interpretação que mudem o rumo dos jogos.

Outra mudança tecnológica foi aprovada para o futuro: a checagem de escanteios concedidos por engano. Contudo, essa medida específica só entrará em vigor em 2027 e será aplicada apenas quando a jogada der origem direta a um gol ou a um pênalti.

Controle de tempo e dinâmica de jogo

O controle de tempo em situações de jogo será endurecido para evitar o desperdício de segundos. Goleiros terão o limite de oito segundos com a bola nas mãos; caso excedam o prazo, será concedido um escanteio ao time adversário.

Para o tiro de meta, o árbitro fará uma contagem de cinco segundos a partir do apito. O descumprimento do prazo pelo goleiro também resultará na marcação de escanteio para a equipe oponente.

As cobranças de arremesso lateral também passam a ter um limite de cinco segundos para serem executadas. A contagem terá início assim que o jogador estiver com a bola em mãos.

Substituições e atendimentos médicos

As regras de dinamismo no campo incluem o limite de dez segundos para que o jogador substituído deixe o gramado. A orientação é que a saída ocorra pelo ponto mais próximo e de forma célere, sem caminhadas lentas para atrasar o jogo.

No que diz respeito ao atendimento médico, novos protocolos foram estabelecidos. O atleta que receber assistência no gramado deverá obrigatoriamente sair da partida e permanecer fora por um minuto.

Caso o atendimento seja destinado a um goleiro, um jogador de linha deverá cumprir o tempo de um minuto fora de campo. A escolha de quem deve cumprir esse tempo será feita pelo treinador ou pelo capitão da equipe.

Por fim, para organizar a comunicação e evitar tumultos, a regra estabelece que apenas o capitão de cada equipe poderá falar com o árbitro. A ideia é garantir que haja um único interlocutor por time durante todo o tempo de partida.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.