Diário Local
Copa do Mundo

Bandeiras gigantes da Copa do Mundo exigem ensaios de três dias e até 180 voluntários

Cerimônia inédita utiliza bandeiras de 200 metros quadrados e exige planejamento logístico complexo para transportar itens entre sedes

Por Davy Albuquerque

A cerimônia de abertura das partidas da Copa do Mundo conta com uma operação logística e humana complexa para a exibição de bandeiras gigantes no gramado. O processo envolve de 150 a 180 pessoas e exige três dias de ensaios prévios para garantir a sincronia dos movimentos.

As bandeiras utilizadas na cerimônia possuem dimensões de 5.272 cm por 3.784 cm, o que equivale a cerca de 200 metros quadrados de tecido. Devido ao tamanho, a Fifa informa que são necessários 70 voluntários para segurar cada uma das peças, embora o número possa chegar a 90 pessoas em determinadas ocasiões.

Os voluntários que compõem o grupo responsável pelas cerimônias pré-jogo (Pre Match Cerimonies) passam por um cronograma que inclui testes, planejamento de turnos e treinamentos específicos. Os ensaios ocorrem em duas etapas fora do estádio e uma etapa final diretamente no gramado.

Como funciona o treinamento dos voluntários?

O treinamento é essencial para que a movimentação das bandeiras seja fluida. Os voluntários ensaiam a velocidade da corrida e a força aplicada ao puxar o tecido, já que o peso das peças exige coordenação para evitar irregularidades na abertura.

As posições de cada participante são marcadas no próprio tecido e organizadas por meio de registros detalhados. Além do trabalho físico, há um controle rigoroso de protocolos, como o uso de uniformes específicos e normas de conduta durante o hino nacional.

A coordenação das coreografias é realizada por uma empresa especializada com o acompanhamento de membros da Fifa. Um mesmo voluntário pode desempenhar funções distintas em jogos diferentes, como segurar banners centrais ou marcar pontos específicos no campo.

A logística de transporte entre sedes

O transporte das bandeiras entre as cidades-sede é um dos pontos mais críticos da operação. A Fifa afirma que o planejamento envolve mais de 200 movimentações para garantir que o material chegue aos estádios.

As bandeiras são armazenadas em grandes caixas de madeira e preparadas por uma equipe encarregada de dobrá-las de forma eficiente para o transporte. Após o término da cerimônia, os itens são enrolados e recolhidos para serem enviados à próxima localidade.

A nova cerimônia, denominada "em 360 graus", foi concebida por um grupo de profissionais de sete países distintos. O objetivo do formato é integrar o estádio como um espaço compartilhado entre os atletas e o público presente.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.