Polícia investiga suspeita de fraude em crédito de R$ 8 milhões na recuperação judicial do Vasco
Inquérito da Polícia Civil apura por que dívida trabalhista do ex-jogador Max saltou de R$ 2,5 milhões para R$ 8 milhões no plano de recuperação.
Por Redação Diário Local
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga uma suspeita de fraude na recuperação judicial do Vasco. O inquérito apura a origem e o valor de um crédito do ex-jogador Max, que foi incluído no processo de reestruturação financeira do clube por aproximadamente R$ 8 milhões, montante significativamente superior aos R$ 2,5 milhões originalmente discutidos na ação trabalhista.
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Defraudações (DDEF). O caso ganhou força após uma denúncia anônima encaminhada ao Ministério Público, o que deu início aos trabalhos policiais em maio.
O ponto central da apuração é a disparidade entre o valor da dívida trabalhista e o valor registrado na relação de credores da recuperação judicial. A polícia busca entender os critérios utilizados para chegar ao montante de R$ 8 milhões e como o crédito foi incorporado enquanto o processo trabalhista ainda estava em tramitação.
O que dizem os envolvidos?
Alan Belaciano, que ocupa a presidência da Assembleia Geral do clube, é um dos nomes citados devido ao seu histórico profissional. Em 2016, quando o processo de Max foi ajuizado, Belaciano era o advogado do atleta. Ele nega qualquer envolvimento na definição dos valores e afirma que não é investigado.
Segundo Belaciano, os cálculos e condições foram estabelecidos por escritórios especializados contratados para a recuperação judicial. Ele declarou que sua atuação no Vasco se restringiu à aproximação entre o ex-jogador e os advogados dos credores, a pedido do então CEO Carlos Amodeo.
A investigação também analisa a participação de outros ex-gestores. O ex-diretor financeiro Gabriel Souza e a ex-diretora jurídica Bianca Reis prestaram depoimentos. Em janeiro, Bianca assinou uma petição concordando com o valor de R$ 8 milhões, documento que posteriormente foi alvo de pedido de impugnação pela SAF.
Andamento do inquérito
O cenário de disputas internas e o período eleitoral no clube são citados por Belaciano como possíveis motivações para a denúncia anônima. A polícia agora trabalha na análise de documentos, manifestações processuais e depoimentos para esclarecer a tramitação do crédito.
Até o momento, o inquérito não estabeleceu responsabilidade criminal para nenhum dos envolvidos. A validade e o valor exato da dívida de Max continuam sujeitos à análise das instâncias responsáveis pelo processo de recuperação judicial do Vasco.
