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Justiça suspende assembleia da Ponte Preta sobre criação de SAF após decisões liminares

Reunião marcada para esta segunda-feira (24) foi interrompida após ordens judiciais exigirem mais detalhes e acompanhamento notarial

Por Redação Diário Local

A Assembleia Geral Extraordinária da Ponte Preta, prevista para esta segunda-feira (24), foi suspensa e adiada após a concessão de duas decisões liminares pela Justiça. A medida interrompeu a reunião que buscava deliberar sobre a constituição de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

O adiamento foi decidido em consenso entre a diretoria, o Conselho Deliberativo e representantes dos conselheiros. A decisão ocorre após o recebimento de exigências judiciais em ações movidas por membros da oposição do clube.

A reunião, que teve início por volta das 17h no Salão Nobre do Estádio Moisés Lucarelli, foi interrompida para que o clube possa cumprir as determinações legais. Segundo o diretor jurídico da Ponte, José Henrique Specie, a intenção é analisar os termos das decisões para remarcar o encontro em conformidade com o que foi estabelecido.

Quais são as exigências da Justiça?

As liminares impostas pela Justiça trouxeram dois pontos centrais para a continuidade do processo. A primeira decisão determina que, antes de qualquer votação, a Ponte Preta deve esclarecer se a constituição da SAF resultará na transformação integral da associação ou se haverá uma cisão, separando o departamento de futebol das demais atividades sociais.

A segunda exigência judicial estabelece que a próxima assembleia deverá ser acompanhada por um tabelião, garantindo o registro de uma ata notarial de todo o processo. A oposição manifestou que, embora não seja contra o modelo de SAF, exige maior clareza sobre os efeitos práticos que a decisão terá para os associados.

Conforme o estatuto do clube, caso a constituição da SAF seja aprovada, a Diretoria Executiva estará autorizada a celebrar o contrato, mas o documento final precisará de aprovação do Conselho Deliberativo e parecer do Conselho Fiscal.

Objetivo da proposta da diretoria

A assembleia foi convocada em um contexto de crise financeira e administrativa. O edital previa que os associados autorizassem a criação da SAF para que o clube possa, futuramente, avaliar possíveis ofertas de investidores. A diretoria ressalta que a votação não se trata da venda imediata ou da aprovação de uma proposta específica.

No modelo defendido pela gestão, o objetivo é manter o patrimônio da associação, incluindo o Estádio Moisés Lucarelli, o Clube das Paineiras e o Centro de Treinamento (CT) do Jardim Eulina. Caso seja adotado o modelo de cisão, apenas o futebol profissional e de base passaria para a nova empresa, enquanto as atividades de lazer e sociais permaneceriam com a associação original.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.