Rafael Tenório desiste de presidência do CSA e gera incertezas no clube
Desistência de Rafael Tenório ainda não foi oficializada ao clube e gera dúvidas sobre o comando da diretoria e contratações.
Por Redação Diário Local
A situação política do CSA passa por um momento de instabilidade após Rafael Tenório apresentar uma carta aberta nesta sexta-feira (30) manifestando a desistência do cargo de presidente-executivo do clube. Apesar do documento, a decisão ainda não foi oficializada junto aos órgãos internos da instituição.
Em nota, o CSA informou que a comissão eleitoral ainda não recebeu qualquer notificação formal sobre a desistência da chapa que havia sido aclamada. Em razão desse cenário, dirigentes e conselheiros evitam tomar decisões definitivas e preferem aguardar uma confirmação oficial.
Caso a renúncia de Rafael Tenório se concretize, o comando do clube deve ser assumido por Cristiano Mendonça, que foi aclamado como vice-presidente na última terça-feira (27). Nesse eventual cenário, Luciano Lessa permaneceria à frente do departamento de futebol.
A incerteza na gestão impacta diretamente a montagem do elenco para a próxima temporada. O departamento de futebol do CSA já havia iniciado tratativas com os técnicos Marquinhos Santos e Willian de Mattia, mas o quadro político dificulta o fechamento de novos acordos.
Impacto financeiro e planejamento
O cenário de transição também traz desafios para o planejamento financeiro do clube em relação ao ano de 2027. A futura diretoria precisará avaliar a capacidade real de investimento para manter a competitividade da equipe.
Sobre o orçamento necessário, Rafael Tenório havia declarado, no decorrer deste mês, que o CSA precisaria de um aporte mensal de R$ 1 milhão para montar um time com potencial de disputa. A definição do novo comando é crucial para validar essas projeções.
O presidente do conselho deliberativo do CSA, Ney Ferreira, afirmou nesta sexta-feira (30) que o clube deve agir com cautela. Segundo o dirigente, é necessário que se chegue a uma decisão equilibrada para a instituição.
Ferreira ressaltou que, como existe uma chapa eleita, o clube não pode tomar decisões sem ouvir ambos os lados da estrutura administrativa, envolvendo tanto o conselho quanto o executivo.
