Raphael Claus defende atuação na Copa do Mundo e comenta críticas de Donald Trump
Árbitro brasileiro defendeu sua conduta técnica na Copa do Mundo e afirmou que polêmicas políticas fogem de sua esfera de atuação.
Por Redação Diário Local
O árbitro brasileiro Raphael Claus defendeu sua atuação na Copa do Mundo e comentou as polêmicas envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em entrevista concedida neste sábado (27), o profissional destacou que as repercussões ocorridas fora de campo, após suas decisões técnicas, fogem de sua esfera de atuação.
Claus ressaltou a necessidade de preparação mental e técnica para lidar com a exposição em competições de grande magnitude. Segundo o árbitro, foi positivo o retorno de apoio que recebeu de instituições como a Fifa, Conmebol, CBF e a Federação Paulista, além de torcedores brasileiros.
A polêmica teve origem na expulsão do atacante Balogun, da seleção dos Estados Unidos, durante o jogo contra a Bósnia, em 1º de julho. Claus aplicou o cartão vermelho direto após revisão do VAR, decisão que inicialmente afastaria o jogador do duelo das oitavas de final contra a Bélgica.
A punição, no entanto, foi suspensa pelo Comitê Disciplinar da Fifa no domingo (2). Informações indicam que membros do governo americano buscaram materiais para embasar um recurso contra a expulsão, citando o histórico do árbitro brasileiro em investigações no Brasil.
Por que houve polêmica com Donald Trump?
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou a conduta de Claus em coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca. Trump afirmou que o árbitro era "um pouco suspeito" e mencionou o histórico de Claus em investigações sobre suspeitas de manipulação de jogos no Brasil, ocorridas em 2024.
Durante a CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas, Claus foi ouvido como testemunha. Contudo, as apurações não encontraram qualquer evidência que ligasse o profissional a esquemas de manipulação, e ele não foi denunciado ou punido, permanecendo no quadro da Fifa.
Apesar das críticas do presidente americano, a atuação de Claus na partida foi elogiada pelo chefe de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina. O árbitro também mencionou que guarda uma recordação positiva do período devido ao respaldo recebido de colegas, como Wilton Sampaio e Ramon Abatti.
A interferência política e a subsequente reversão da punição de Balogun foram alvo de questionamentos e críticas por parte do ecossistema do futebol mundial na época do ocorrido.
