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Samuel Eto'o defende Gianni Infantino e atribui críticas à Fifa a manobras políticas

Presidente da Federação Camaronesa de Futebol rebate críticas e diz que oposição ao dirigente visa influenciar as eleições de 2027

Por Redação Diário Local

O presidente da Federação Camaronesa de Futebol, Samuel Eto'o, declarou apoio público ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, em meio a um cenário de instabilidade na entidade. O ex-atacante minimizou as críticas ao dirigente ítalo-suíço, atribuindo a rejeição atual a movimentos políticos em função das próximas eleições da Fifa, previstas para o ano que vem.

Eto'o afirmou que a gestão de Infantino não apresenta irregularidades e que o atual clima de tensão é uma consequência direta do período eleitoral. "Não acho que o presidente Gianni Infantino tenha feito nada de errado. Acho que tudo isso está acontecendo porque as eleições estão se aproximando", declarou o camaronês.

A crise institucional ganhou força após o fracasso de uma proposta de Infantino que previa a abertura de investimentos privados para torneios da Fifa, incluindo a Copa do Mundo. O plano, que envolveria a distribuição de aportes financeiros para as 211 associações-membro da entidade, foi abandonado após enfrentar forte oposição de diversas federações.

Atualmente, o presidente da Fifa enfrenta a possibilidade de uma moção de censura contra sua gestão. Diversas organizações internacionais manifestaram preocupação com os rumos da entidade nas últimas semanas, incluindo a União Europeia de Futebol (Uefa), a Confederação Asiática de Futebol (AFC) e a Concacaf, que regula o futebol na América do Norte, América Central e Caribe.

Por outro lado, o continente africano tem se mostrado um aliado importante do dirigente. A Confederação Africana de Futebol (CAF) já havia manifestado apoio unânime a Infantino no início deste mês, posicionando-se de forma distinta das federações europeia e asiática.

Para Eto'o, o impacto da gestão de Infantino no desenvolvimento do futebol é positivo, especialmente para as nações menos tradicionais. O ex-jogador destacou que o presidente da Fifa permitiu que países menores conquistassem vagas em competições de elite, como a Copa do Mundo.

"Ele ajudou o nosso continente. Ele ajudou as nossas federações a se desenvolverem muito mais rapidamente e temos que reconhecer isso", explicou o dirigente camaronês. Segundo ele, as nações africanas devem aceitar e apoiar o que foi realizado até o momento pela liderança da entidade.

O apelo de Eto'o busca consolidar o suporte do bloco de países africanos para garantir estabilidade à gestão de Infantino em um momento de disputa pelo controle da organização máxima do futebol mundial.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.