Presidente do São Paulo critica Conselho e empresa por tentarem barrar contrato com a Ticketmaster
Harry Massis Júnior acusa Conselho Deliberativo e empresa NewC de tentarem prejudicar acordo que prevê R$ 140 milhões para o clube.
Por Redação Diário Local
O presidente do São Paulo, Harry Massis Júnior, criticou a postura do Conselho Deliberativo e da empresa NewC por tentarem barrar o acordo com a Ticketmaster para a gestão de ingressos do MorumBis. Segundo o dirigente, as ações visam prejudicar um processo de concorrência estruturado que já havia sido aprovado pelo Conselho de Administração.
A disputa envolve a escolha da nova empresa responsável pela bilheteria do estádio. O contrato com a Ticketmaster prevê um adiantamento de R$ 140 milhões ao clube, recurso que será utilizado para quitar dívidas de direitos de imagem dos jogadores. O valor é um empréstimo que deve ser devolvido em cinco anos, com correção monetária.
Massis Júnior afirmou que o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Júnior, instituiu uma comissão para analisar o contrato composta por três membros da oposição e apenas um da situação. Para o mandatário, a medida cria um desequilíbrio e retarda a votação do acordo, que foi encaminhado ao órgão nesta quinta-feira (27) (27).
Por que há resistência ao contrato?
O presidente rebateu questionamentos da NewC, empresa que participou da licitação, alegando que a concorrente apresentou apenas uma apresentação preliminar sobre uma possível estrutura financeira ligada ao estádio. Segundo ele, a empresa não entregou uma proposta formal detalhada ou garantias de captação dos R$ 500 milhões mencionados.
A diretoria do São Paulo esclareceu que o processo de concorrência durou quatro meses e teve como objeto exclusivamente o contrato de ingressos, não incluindo a negociação de ativos imobiliários ou do direito de superfície do MorumBis. A gestão afirma que a proposta da Ticketmaster superou as outras seis empresas participantes em termos de condições.
Em áudio vazado, Massis Júnior defendeu o fechamento do acordo para honrar os compromissos com o elenco e cobrou agilidade na votação. De acordo com o dirigente, a falta de recursos pode impedir o cumprimento de obrigações financeiras do clube com os atletas.
O que diz a diretoria sobre a NewC?
Em comunicado oficial, o São Paulo repudiou as investidas da NewC, classificando-as como uma tentativa de reverter o resultado de uma concorrência por meio de pressão política e institucional. O clube ressaltou que a proposta da companhia dinamarquesa foi amplamente superada pelos termos oferecidos pela Ticketmaster.
A gestão também mencionou que a estrutura sugerida pela NewC envolveria a participação da Lu Arenas, empresa presidida por Bruno Balsimelli. Sobre o grupo, a diretoria citou controvérsias envolvendo a concessão da Arena Independência, em Minas Gerais, que foi extinta pelo governo estadual por descumprimento de obrigações financeiras.
Por fim, o clube apontou que a participação da Lu Arenas foi vista como um obstáculo pela área de Compliance da instituição. A diretoria reiterou que a proposta da Ticketmaster oferece segurança jurídica e potencial para ampliar as receitas de bilheteria e do programa de sócio-torcedor.
