Anthropic anuncia descoberta de novo sistema de edição genética por meio de IA Claude
Laboratório da Anthropic utilizou agentes de inteligência artificial para identificar padrão incomum de DNA em vírus.
Por Redação Diário Local
A Anthropic, empresa de inteligência artificial que desenvolve o modelo Claude, anunciou a descoberta de um novo sistema enzimático no código genético de vírus por meio de agentes de IA. O achado foi realizado sob orientação de cientistas de seu laboratório de pesquisa biológica e pode representar um novo mecanismo de edição genética.
O padrão de DNA identificado pela tecnologia apresenta características que remetem ao sistema utilizado em ferramentas de edição genética como o CRISPR Cas-9 (Repetições Palindrômicas Curtas Agrupadas e Regularmente Interespaçadas). A técnica de edição de DNA é amplamente utilizada em laboratórios ao redor do mundo e rendeu o Prêmio Nobel de Química aos seus inventores em 2020.
Dario Amodei, diretor executivo da Anthropic, afirmou em suas redes sociais que a descoberta oferece grande potencial científico. Segundo o executivo, o processo foi liderado pelo modelo Claude e resultou na identificação de uma "máquina molecular".
A aposta na aplicação de modelos de linguagem para a biologia faz parte de uma estratégia de executivos do setor de tecnologia. O objetivo é que a inteligência artificial revolucione a pesquisa biológica com o mesmo impacto que já causou em campos como a programação, o desenvolvimento de software e a matemática.
Apesar do otimismo da companhia, o anúncio também gerou reações no setor de biotecnologia. Logo após a divulgação da informação pela Anthropic, as ações de empresas que desenvolvem tecnologias de edição genética sofreram queda no mercado.
A descoberta ocorre em um contexto de crescente debate sobre o papel da inteligência artificial na ciência fundamental. Enquanto a empresa defende o avanço de novos mecanismos moleculares, o setor observa com cautela a velocidade e a precisão dessas automações laboratoriais.
A Anthropic reforçou que o processo de identificação do padrão genético ocorreu com suporte dos pesquisadores da casa, utilizando apenas orientações de alto nível. O uso de agentes de IA para navegar em complexidades genéticas é o foco principal deste novo braço de pesquisa da empresa.
O anúncio coloca a inteligência artificial em uma posição central na busca por novas ferramentas de modificação de organismos vivos. O mercado agora monitora se a descoberta de novos sistemas enzimáticos poderá, de fato, competir ou complementar as tecnologias de edição genética já consolidadas.
