Tecnologia

Mark Zuckerberg anuncia modelo Muse Wonder e promete ampliar investimentos em inteligência artificial

O novo modelo Muse Wonder será integrado ao assistente da Meta e deve realizar tarefas complexas, como análise de documentos e reservas de viagens.

Por Redação Diário Local

O presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou o lançamento do modelo de inteligência artificial Muse Wonder e sinalizou que a companhia continuará ampliando os investimentos no setor. A medida reforça a competitividade da empresa frente a rivais como a OpenAI e a Anthropic.

A Meta afirma que o novo modelo supera sistemas concorrentes em algumas avaliações técnicas, embora os resultados dependam da tarefa realizada. A empresa pretende integrar o Muse Wonder ao seu assistente Muse e comercializar versões avançadas para o mercado corporativo.

Como deve funcionar o novo modelo?

O Muse Wonder deve auxiliar usuários em atividades cotidianas, como organizar compras e realizar reservas de viagens. A companhia também busca expandir a capacidade do assistente para tarefas mais complexas, incluindo a análise de contratos, documentos financeiros e informações de saúde.

Uma das funcionalidades do modelo é a capacidade de recordar informações relevantes de conversas passadas. Esse recurso permite que o assistente leve em conta o histórico compartilhado pelo usuário ao responder novas solicitações. A iniciativa representa uma mudança na estratégia da Meta, que anteriormente disponibilizava parte de seus modelos com acesso aberto.

Investimentos e mercado

A ampliação de recursos para inteligência artificial ocorre após o desempenho do Llama 4, lançado em 2025, ter ficado abaixo das expectativas da empresa. Como parte do processo de fortalecimento da área, Zuckerberg reorganizou equipes, contratou especialistas e direcionou novos recursos para aumentar a capacidade computacional da companhia.

O avanço tecnológico também impactou o mercado financeiro. Em setembro, as ações da Meta registraram alta de cerca de 20% em duas semanas, motivadas pela expectativa de expansão do uso de agentes autônomos de inteligência artificial.

Segurança e desenvolvimento

Zuckerberg defendeu que as empresas devem continuar desenvolvendo sistemas avançados em vez de desacelerar o progresso da indústria. Segundo o executivo, os laboratórios possuem responsabilidade e incentivos para construir modelos que incluam mecanismos de segurança.

Em entrevista ao Financial Times, ele reforçou a ideia de uma “superinteligência pessoal”, que são ferramentas capazes de auxiliar em tarefas do dia a dia, sendo esta uma das prioridades da Meta para conquistar espaço no mercado de assistentes digitais.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.