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Economia da Argentina cresce sob Milei, mas inflação resiste e aprovação do presidente recua

PIB argentino avança puxado por energia e agro, mas a inflação anual voltou a passar de 30% e a aprovação de Milei caiu para cerca de 35%.

Por Diário Local

A economia da Argentina seguia em recuperação em meados de 2026 sob o governo do presidente Javier Milei, com crescimento puxado por energia e agronegócio. Mas a inflação resiste em patamar alto e a aprovação do presidente recuou, mostrando os limites do ajuste.

Como está o crescimento argentino?

O PIB da Argentina cresceu 4,4% em 2025 e a projeção é de expansão entre 3% e 4% em 2026. O avanço é impulsionado pelas exportações de energia da região de Vaca Muerta, pela recuperação agrícola e por um regime de incentivos a investimentos criado por Milei.

Quem é Milei e qual sua política?

Javier Milei é um economista de perfil libertário que assumiu prometendo uma "terapia de choque": corte de gastos públicos, desregulamentação e abertura comercial para estabilizar a economia argentina, marcada por décadas de crises e inflação.

A inflação está sob controle?

Aqui está o ponto fraco. A desaceleração dos preços travou: a inflação anual, que havia recuado, voltou a acelerar e superou os 30% no início de 2026. Para uma economia que chegou a registrar inflação de três dígitos, é um avanço — mas ainda longe da estabilidade.

O que diz a popularidade do presidente?

A aprovação de Milei caiu para cerca de 35% em maio de 2026, refletindo o desgaste do ajuste sobre salários e o cotidiano da população. Ainda assim, ele recuperou a confiança dos mercados internacionais.

Como isso afeta o Brasil?

A Argentina é o principal parceiro do Brasil no Mercosul. Uma recuperação argentina sustentada tende a impulsionar as exportações brasileiras, já que o país vizinho volta a comprar mais. O Brasil é diretamente beneficiado pelo reaquecimento da economia argentina.

Há oportunidades energéticas?

Sim. O desenvolvimento do campo de Vaca Muerta abre a possibilidade de exportação de gás natural argentino ao Brasil por gasoduto — um ganho estrutural se o ciclo de reformas se mantiver.

Qual o risco à frente?

A polarização política e o desgaste social do ajuste ameaçam a agenda pró-mercado de Milei. Se a inflação não ceder ou a popularidade despencar, as reformas podem perder fôlego, com impacto na estabilidade regional.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.