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China e EUA travam nova batalha por minerais raros, insumo essencial de celulares e carros elétricos

Pequim incluiu duas mineradoras americanas em sua lista de controle de exportação de terras raras, insumos críticos para tecnologia e defesa.

Por Diário Local

A China incluiu em 22 de junho de 2026 duas mineradoras americanas em sua lista de controle de exportação de terras raras, num novo capítulo da disputa tecnológica e comercial entre Pequim e Washington. As empresas atingidas integram o esforço dos EUA para reduzir a dependência da China nesse setor estratégico.

O que são terras raras?

São um grupo de minerais críticos usados na fabricação de itens de alta tecnologia: ímãs de carros elétricos, telas de celulares, turbinas eólicas, equipamentos médicos e armas avançadas. Apesar do nome, não são tão raros — o difícil é processá-los, e a China domina essa etapa.

Por que a China tem tanto poder nesse mercado?

O país concentra a maior parte do refino mundial de terras raras. Isso permite a Pequim usar o setor como arma econômica e geopolítica, impondo controles de exportação que afetam indústrias e até a defesa de outros países.

O que mudou em junho de 2026?

A China colocou duas produtoras americanas de terras raras em sua lista de controle de exportação, alegando proteção à segurança nacional. Na prática, porém, a medida é em boa parte simbólica: as empresas afirmam já ter cortado quase todo o fornecimento de equipamentos e materiais vindos da China.

A China suspendeu controles anteriores?

Pequim chegou a suspender, por um ano, parte dos controles anunciados em outubro de 2025. Mas restrições importantes seguem valendo, incluindo a exigência de licença para exportar sete elementos pesados de terras raras e seus derivados.

Como o mundo reage?

Países ocidentais correm para construir cadeias alternativas de fornecimento. No G7, líderes prometeram diversificar o abastecimento de minerais críticos. Mas nova capacidade industrial leva anos para amadurecer, e a autossuficiência ainda está distante.

Onde o Brasil entra nisso?

O Brasil possui uma das maiores reservas de terras raras do mundo e pode se tornar fornecedor estratégico num cenário de busca por alternativas à China. Isso abre oportunidade de investimentos e de inserção do país em cadeias globais de tecnologia.

Qual a tendência?

A disputa por minerais críticos deve se intensificar, tornando-se um dos eixos centrais da rivalidade entre China e Ocidente — e uma janela de oportunidade para países com reservas, como o Brasil.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.