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Mulher é principal suspeita de ataque com pacote-bomba contra oligarca ucraniano em Mônaco

Explosão em prédio residencial feriu três pessoas, incluindo empresário ucraniano Vadim Irmolaiev, que enfrenta sanções de Kyiv desde 2023.

Por Diário Local

Uma mulher vista na Alemanha é apontada como principal suspeita do ataque com pacote-bomba que ocorreu em Mônaco na noite de segunda-feira (29 de junho). A explosão feriu três pessoas, incluindo o oligarca ucraniano Vadim Irmolaiev, em um prédio residencial do Principado.

Segundo fonte judicial de Mônaco revelada à Reuters, a suspeita foi identificada por autoridades investigando o incidente. O atentado marca a primeira ação desse tipo na história do microestado europeu.

A explosão ocorreu por volta das 21h em um prédio residencial próximo à fronteira com a França. O governo monegasco informou que o artefato explosivo estava em uma bolsa ou pacote deixado no saguão do edifício. Imagens de câmeras de vigilância mostraram um homem largando uma mochila na entrada do prédio momentos antes da detonação.

Quem foi ferido

Além de Irmolaiev, outras duas pessoas ficaram feridas na explosão. As autoridades inicialmente relataram um casal entre 50 e 60 anos em estado grave e um adolescente de 13 anos com lesões. As identidades do casal e do adolescente não foram confirmadas por Mônaco.

Os três feridos foram transferidos para a cidade francesa de Nice, a cerca de 20 km de Mônaco, para atendimento hospitalar.

Quem é o oligarca

Irmolaiev reside em Mônaco e está sujeito a sanções desde dezembro de 2023. A decisão de sanção partiu do Conselho Nacional de Segurança da Ucrânia, conforme publicado pelo presidente Volodymyr Zelensky.

Segundo veículos de imprensa que citam serviços de segurança ucranianos, as sanções ocorrem porque o empresário continua com atividades de comércio de álcool na península da Crimeia, sob ocupação russa.

Resposta das autoridades

O procurador-geral de Mônaco, Stéphane Thibault, planejava conceder coletiva de imprensa nesta terça-feira para detalhar a investigação. O ministro de Estado, Christophe Mirmand, descreveu o ocorrido como "um crime atroz" e reafirmou que a segurança do Principado "sempre foi uma prioridade".

O príncipe Albert II de Mônaco citou em comunicado oficial "um golpe para toda a comunidade monegasca" e prometeu reforço nas medidas de segurança do território.

As autoridades intensificaram patrulhas nas proximidades do local. A polícia continua a procura pelo suspeito.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.