Ataque russo deixa mais de 600 mil pessoas sem luz no leste da Ucrânia
Instalações estratégicas de energia foram atingidas na região de Dnipropetrovsk durante a madrugada deste domingo (8).
Por Redação Diário Local
Um ataque russo realizado durante a madrugada deste domingo (8) deixou mais de 600 mil pessoas sem eletricidade na região de Dnipropetrovsk, no leste da Ucrânia. A ofensiva atingiu instalações de energia consideradas estratégicas para o abastecimento da localidade.
A empresa ucraniana de energia DTEK informou, por meio de comunicado, que infraestruturas importantes para a rede elétrica regional sofreram danos durante o incidente. Segundo a companhia, os ataques ocorreram durante a noite.
A DTEK ainda não detalhou a extensão total dos danos causados à infraestrutura ou o impacto exato sobre as subestações e redes de transmissão. Até o momento, a empresa não forneceu uma previsão sobre o tempo necessário para o restabelecimento do fornecimento de energia.
As autoridades locais não divulgaram informações sobre eventuais vítimas decorrentes dos bombardeios até o fechamento desta matéria. O impacto direto sobre a população e a segurança nas áreas atingidas ainda estão sendo avaliados pelas equipes de emergência.
Histórico de ataques à infraestrutura
A região de Dnipropetrovsk tem sido alvo frequente de ofensivas desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, em fevereiro de 2022. O setor energético tem sido um ponto central dos conflitos no território ucraniano.
Ao longo do conflito, bombardeios contra usinas, subestações e redes de transmissão têm provocado interrupções constantes no serviço de energia em diversas partes do país. Essas ações desestabilizam o fornecimento para grandes contingentes de moradores.
A recorrência de ataques contra instalações estratégicas reflete a continuidade das operações militares na região leste. A manutenção da rede elétrica permanece como um dos principais desafios para a estabilidade da região de Dnipropetrovsk.
As operações de reparo e a avaliação dos danos estruturais seguem em andamento para tentar normalizar o serviço aos mais de 600 mil afetados.
