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Comércio Exterior

Canadá confirma suspensão de tarifas de 50% dos EUA até sexta-feira (21)

O primeiro-ministro Mark Carney confirmou o adiamento das taxas após anúncio de Donald Trump sobre acordo entre os países.

Por Redação Diário Local

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, confirmou a suspensão das tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos canadenses até o dia nesta sexta-feira (21) (21). A medida ocorre após o presidente americano, Donald Trump, anunciar que os dois países chegaram a um acordo para o adiamento temporário das taxas.

Em nota divulgada nesta quarta-feira (19), Carney destacou que houve progressos substanciais nas discussões comerciais, embora o trabalho para resolver pendências ainda continue. O adiamento da implementação da tarifa, fundamentado na Lei Tarifária dos EUA de 1930, visa proporcionar maior segurança para empresas, trabalhadores e agricultores canadenses.

A decisão de suspender os impostos foi comunicada por Trump após uma conversa com o premiê canadense na tarde de terça-feira (18). O presidente americano afirmou que a suspensão, inicialmente prevista para durar três dias, baseia-se no fato de que ambos os países estão em processo de finalização da documentação de um acordo.

Durante o anúncio, Trump mencionou ainda que o oleoduto Keystone XL, projeto cancelado em 2021, pode ser ressuscitado, embora não tenha detalhado como ocorreria a retomada. O movimento acontece após semanas de negociações intensas entre as duas nações.

Quais são os pontos de disputa?

O impasse comercial envolve aproximadamente US$ 20 bilhões em importações. As novas tarifas poderiam afetar setores vulneráveis da economia canadense, como madeira, vinho e laticínios, gerando riscos de perda de empregos e fechamento de empresas, segundo especialistas do setor.

A diretora executiva da Câmara de Comércio do Canadá, Candace Laing, afirmou que o setor industrial tenta se equilibrar há mais de um ano, o que tem adiado contratações e investimentos no país. A disputa também levanta preocupações sobre o impacto nas negociações mais amplas do acordo comercial USMCA.

Um dos principais pontos de discordância entre as partes são as tarifas americanas sobre veículos canadenses. Fontes do setor indicam que as negociações discutiram a possibilidade de reduzir a alíquota da Seção 232 de 25% para 15%, com reduções extras baseadas no volume de conteúdo americano em cada veículo.

Outras queixas apresentadas pelos Estados Unidos envolvem o sistema de gestão de laticínios do Canadá e a recusa de certas províncias em estocar bebidas alcoólicas americanas. O ministro canadense do comércio, Dominic LeBlanc, e a negociadora-chefe, Janice Charette, seguem em Washington para dar continuidade às tratativas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.