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Tecnologia

China acusa Estados Unidos de tentar hegemonizar tecnologia de IA com ameaça de sanções

Ministério do Comércio da China rejeita acusações de roubo de propriedade intelectual e afirma que EUA buscam controle do setor.

Por Redação Diário Local

O Ministério do Comércio da China afirmou, nesta segunda-feira (27), que o plano dos Estados Unidos de sancionar desenvolvedoras de modelos de inteligência artificial (IA) chinesas é uma tentativa de hegemonizar a tecnologia. O governo chinês classificou como "infundadas" as acusações de que empresas do país roubam propriedade intelectual norte-americana.

A declaração de Pequim ocorreu após o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmar que a Casa Branca abrirá uma investigação sobre o suposto roubo de propriedade intelectual de modelos de IA produzidos nos Estados Unidos. O argumento do governo norte-americano é que os produtos chineses mais recentes seriam derivados de modelos estadunidenses.

Em defesa das empresas chinesas, um porta-voz do Ministério do Comércio da China declarou que a proximidade entre o lançamento dos modelos chineses e os modelos de ponta dos EUA não comprova a hipótese de roubo. O porta-voz também destacou que a China possui um longo histórico de pesquisa no setor e que a inovação não é exclusiva de uma única nação.

Por que há uma disputa sobre os modelos de IA?

A tensão foi desencadeada pelo lançamento do Kimi K3, da startup chinesa Moonshot AI, ocorrido em 17 de julho. O modelo chinês compete com as versões atuais do Claude, da Anthropic, e do ChatGPT, da OpenAI.

Executivos da Anthropic alegaram que a Moonshot utilizou a técnica de "destilação" — quando um modelo de IA é treinado usando os resultados de outro — durante o desenvolvimento do Kimi K3. A Moonshot negou as acusações, informando que o Kimi K3 possui 2,8 trilhões de parâmetros em sua rede neural.

O governo chinês afirmou que tomará medidas para proteger suas empresas caso as sanções avancem. Segundo Pequim, a medida pode prejudicar também empresas norte-americanas que utilizam modelos de código aberto produzidos na China. Mais de 200 startups dos Estados Unidos já manifestaram oposição pública à medida.

Taxação comercial e trabalho forçado

Ainda na segunda-feira (27), o Ministério do Comércio da China comentou sobre a tarifa de 12,5% aplicada pelos Estados Unidos sob a justificativa de que a China não combate o trabalho forçado de forma suficiente. O órgão chinês definiu a taxação como um ato de unilateralismo e protecionismo.

Pequim afirmou que a medida busca contornar taxas que foram derrubadas pela própria Justiça dos Estados Unidos. O governo chinês mencionou que, em negociações bilaterais, os EUA haviam se comprometido a não ultrapassar 20% em barreiras para produtos chineses, mas com a nova tarifa, a maioria dos produtos enfrenta taxação acima de 22,5%.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.