Otan se reúne sob pressão por mais gastos militares e com foco na segurança da Ucrânia
Aliados avançam rumo à meta de 5% do PIB em defesa até 2035, enquanto discutem garantias de segurança e o futuro da Ucrânia na aliança.
Por Diário Local
A Otan, aliança militar que reúne Estados Unidos, Canadá e países europeus, mobilizava aliados em junho de 2026 em torno de uma agenda dominada por dois temas: o aumento dos gastos militares e a segurança da Ucrânia diante da Rússia.
O que é a Otan?
É uma aliança de defesa criada após a Segunda Guerra Mundial, com 32 países membros. Seu princípio central é a defesa coletiva: um ataque a um membro é tratado como ataque a todos. A guerra na Ucrânia reacendeu a importância do bloco na Europa.
Por que a pressão por mais gastos?
Em cúpula anterior, em Haia, os aliados se comprometeram a investir 5% do PIB por ano em defesa até 2035. A meta se divide em 3,5% para gastos militares centrais — pessoal, operações, equipamentos — e 1,5% para segurança ampliada, como defesa cibernética e infraestrutura crítica.
Os países estão cumprindo?
Houve avanço. Aliados europeus e o Canadá aumentaram em cerca de 20% seus gastos de defesa em relação a 2024. No início de 2026, a maioria dos membros já atingia ou superava a meta anterior de 2% do PIB, ante menos de dez países em 2021.
E a Ucrânia, entra na aliança?
Esse é um dos pontos mais sensíveis. A Otan discute o status de adesão da Ucrânia e, principalmente, as garantias de segurança que poderia oferecer a Kiev — tema crucial em qualquer eventual acordo de paz com a Rússia.
Por que esses gastos crescem agora?
A invasão russa da Ucrânia mostrou aos europeus que a guerra voltou ao continente. Some-se a isso a incerteza sobre o grau de compromisso dos EUA com a defesa europeia, o que levou países do bloco a investir mais em capacidade própria.
Como isso conversa com o G7?
As decisões se reforçam: na cúpula do G7 na França, líderes prometeram acelerar a entrega de defesa antiaérea e armas de longo alcance à Ucrânia, e até licenças para que ela fabrique armamento em casa.
Por que o Brasil deve acompanhar?
Mais gastos militares globais movimentam a indústria de defesa, afetam orçamentos públicos e influenciam a geopolítica. Embora o Brasil não integre a Otan, o país acompanha o rearmamento mundial e seus reflexos no comércio e na diplomacia.
