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Eleições nos EUA elegem representantes históricos de grupos minoritários em cinco cargos

Resultados das votações de terça-feira (3) incluem primeira governadora indígena e primeiro senador muçulmano no país

Por Redação Diário Local

As eleições realizadas nesta terça-feira (3) nos Estados Unidos marcaram a eleição de representantes de grupos que enfrentaram barreiras históricas de acesso ao poder no país. Os resultados incluem a eleição de indígenas, mulheres negras, muçulmanos, mulheres em territórios estrangeiros e o primeiro senador abertamente gay para a instância federal.

No Novo México, Deb Haaland tornou-se a primeira governadora indígena do estado ao derrotar o republicano Gregg Hull com cerca de 57% dos votos. Integrante do povo Laguna Pueblo, a advogada, que já atuou como secretária do Interior no governo Joe Biden, prometeu ampliar o acesso à saúde e combater a carestia.

Em Michigan, o médico e epidemiologista Abdul El-Sayed foi eleito o primeiro muçulmano para o Senado dos Estados Unidos. El-Sayed, que venceu o republicano Mike Rogers, é identificado com a ala progressista do Partido Democrata e defende a tributação de bilionários e o sistema universal de saúde (Medicare for All).

A campanha de El-Sayed foi marcada por ataques de Donald Trump e de outros republicanos, que o associaram, sem apresentar provas, à Irmandade Muçulmana. A vitória ocorre em um estado industrial estratégico, onde o eleitorado árabe-americano possui peso político relevante.

Na Geórgia, a advogada Keisha Lance Bottoms derrotou o republicano Rick Jackson, tornando-se a primeira mulher negra a ocupar o governo estadual. A vitória encerra um ciclo de mais de duas décadas de governos republicanos no estado e consolida a força eleitoral da população negra em Atlanta.

Stacey Plaskett foi eleita governadora das Ilhas Virgens Americanas com 62,8% dos votos, sendo a primeira mulher a comandar o território desde que a eleição direta para o cargo foi instituída em 1970. Plaskett, que atuava na Câmara dos Representantes desde 2015, terá como desafios a infraestrutura e a recuperação econômica pós-furacões.

Representatividade no Senado Federal

Chris Pappas conquistou a vaga de senador pelo estado de New Hampshire ao derrotar o republicano John Sununu. Aos 46 anos, o democrata torna-se o primeiro homem abertamente gay eleito para o Senado dos Estados Unidos.

A vitória de Pappas, que já atuava na Câmara federal desde 2018, tem impacto direto na política partidária ao contribuir para a retomada do controle do Senado pelos democratas. Ele assume a cadeira deixada por Jeanne Shaheen.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.