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Candidato Roberto Sánchez reconhece derrota nas eleições para a presidência do Peru

O candidato de esquerda admitiu o resultado após a Comissão Nacional Eleitoral proclamar a vitória de Keiko Fujimori no segundo turno

Por Diário Local

O candidato de esquerda Roberto Sánchez reconheceu a derrota na disputa pela presidência do Peru nesta segunda-feira (6). O anúncio aconteceu três dias após as autoridades eleitorais proclamarem a vitória de Keiko Fujimori no segundo turno das eleições.

Em comunicado, Sánchez e seu partido afirmaram que reconhecem a proclamação oficial dos resultados feita pela Comissão Nacional Eleitoral. A decisão ocorre após um período de contestação do resultado durante a apuração dos votos realizados em 7 de junho.

A vitória de Fujimori foi ratificada pelo Jurado Nacional Eleitoral (JNE), órgão máximo das eleições no país, em cerimônia realizada na última sexta-feira (3).

Resultados e apuração das urnas

No segundo turno, Keiko Fujimori obteve 9.223.396 votos (50,135%), enquanto o deputado Roberto Sánchez alcançou 9.173.755 votos (49,865%). A diferença entre os candidatos foi de 49.641 votos, evidenciando a polarização do pleito.

Durante o processo, o JNE julgou improcedente um pedido do partido de Sánchez para impugnar as urnas no exterior. O candidato alegava que teria a maioria dos votos caso apenas os resultados do território peruano fossem contabilizados, mas o órgão negou o recurso.

Sánchez, que integra o partido Juntos por el Perú, chegou a liderar a apuração durante alguns dias. No entanto, Fujimori, do Fuerza Popular, assumiu a dianteira devido à contagem dos votos de cidadãos peruanos residentes fora do país.

Contexto de instabilidade política

A eleição ocorre em um cenário de forte instabilidade institucional no Peru. Keiko Fujimori substituirá o atual presidente interino, José María Balcázar Zelada, que assumiu o cargo há quatro meses.

O histórico recente do país mostra uma sucessão rápida de governantes. O mandato de Zelada sucede o de José Jeri, também interino, que foi destituído pelo Congresso. Antes disso, a ex-presidente Dina Boluarte também foi destituída por escândalos de corrupção após substituir Pedro Castillo.

Nos últimos oito anos, o Peru registrou a passagem de oito presidentes pelo poder. Fujimori deve assumir o governo em um período marcado por desafios sociais e aumento nos índices de criminalidade.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.