Confronto entre grupos de detentos em prisão do Sri Lanka deixa 25 mortos
Violência entre grupos rivais em penitenciária perto de Colombo resultou em mortes de presos e agentes, além de dezenas de hospitalizados.
Por Diário Local
Pelo menos 25 pessoas morreram, entre detentos e guardas, durante confrontos violentos em uma penitenciária na região de Colombo, capital do Sri Lanka. O balanço foi divulgado por uma fonte médica nesta segunda-feira (6), após a agitação ter começado na noite de domingo (5).
A diretora do hospital de Negombo, Pushpa Gamlath, informou que mais de 100 detentos precisaram de atendimento hospitalar após a rebelião. Segundo a médica, algumas das vítimas hospitalizadas apresentavam ferimentos causados por disparos de arma de fogo.
A violência teve início na noite de domingo, quando dois grupos de detentos, descritos como traficantes de drogas rivais, iniciaram um confronto dentro da unidade prisional. O presídio em questão abriga uma população de quase 10 mil presos.
De acordo com relatos de um policial que preferiu não se identificar, a situação fugiu do controle durante os distúrbios. Entre as vítimas fatais, quatro guardas foram mortos enquanto tentavam conter o confronto e acabar com os tumultos.
A agitação também atingiu um setor anexo da prisão, onde detentas ocuparam o telhado do prédio e exigiram libertação. Durante o episódio, a polícia informou que parte da estrutura do telhado desabou, deixando algumas mulheres feridas.
Atuação policial e familiares
Policiais foram convocados para atuar como reforço na região do complexo penitenciário para conter a escalada da violência. No entanto, as forças de segurança não entraram no interior da unidade durante o período de maior tensão.
No lado de fora do presídio, familiares dos detentos se reuniram em frente ao local para buscar informações sobre o paradeiro dos presos. O grupo aguardava notícias após o início dos confrontos na noite anterior.
Até o momento, as autoridades trabalham para controlar a situação no complexo que abriga milhares de custodiados. O caso segue sob investigação para apurar a dinâmica do confronto entre os grupos rivais.
