Estudo identifica esturjão com 435 anos de idade em lagos dos Estados Unidos
Pesquisa liderada por universidades de Michigan aponta que espécie pode viver mais de 400 anos na região dos Grandes Lagos.
Por Redação Diário Local
Pesquisadores identificaram exemplares de esturjão-de-lago com idades estimadas de 435 e 292 anos na região dos Grandes Lagos, nos Estados Unidos. O achado, registrado em um estudo liderado por universidades de Michigan, indica que alguns peixes da espécie podem ter expectativa de vida acima dos 400 anos.
Os resultados da pesquisa foram publicados no periódico Journal of Fish Biology no final de abril deste ano. O estudo contou com a investigação de dados coletados sobre diversos esturjões ao longo de um período de 44 anos.
Para chegar às estimativas, os cientistas analisaram informações obtidas entre 1980 e 2024. Durante esse intervalo, exemplares foram monitorados em cinco cursos d’água localizados na região dos Grandes Lagos.
O método de monitoramento consistia em capturar, identificar, medir e etiquetar os peixes antes de devolvê-los à água. Sempre que os animais já marcados eram recapturados, eles passavam por novas medições para registrar o desenvolvimento do tamanho corporal.
A idade foi calculada por meio da taxa média de crescimento anual. Os pesquisadores utilizaram a diferença entre o comprimento inicial e o da captura mais recente, dividindo o valor pelo número de anos transcorridos entre os dois momentos.
Com base nos cálculos, foi identificado um macho de 435 anos e uma fêmea da espécie Acipenser fulvescens com 292 anos. A principal hipótese para essa longevidade é a capacidade da espécie de resistir a condições ambientais extremas.
Qual é a expectativa de vida normal da espécie?
Apesar dos recordistas, os cientistas ressaltam que essa longevidade não é a regra para todos os indivíduos. Normalmente, a expectativa de vida dos esturjões-de-lago varia entre 87 e 248 anos, a depender do sexo do animal.
Os exemplares que atingiram idades tão avançadas fazem parte de um grupo seleto e de alta resistência. Segundo os pesquisadores, é possível que outros exemplares com características semelhantes ainda estejam espalhados pela região.
