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EUA realizam escolta de 40 navios e atacam alvos militares no Estreito de Ormuz

Forças americanas neutralizaram mísseis e atingiram 60 alvos militares para proteger embarcações que transportam petróleo.

Por Redação Diário Local

As forças militares dos Estados Unidos realizaram a escolta de 40 embarcações comerciais no Estreito de Ormuz nesta terça-feira (1), transportando cerca de 18 milhões de barris de petróleo. A operação ocorreu em meio a uma nova rodada de ataques entre os Estados Unidos e o Irã, marcando um volume recorde de embarcações durante o período de conflito.

Para garantir a segurança da rota, os militares americanos utilizaram uma combinação de ativos aéreos, navais e espaciais. A missão incluiu a neutralização de mísseis de cruzeiro antinavio e a defesa contra ondas de ataques de drones, visando proteger o fluxo de combustível pela importante via navegável.

Durante a ofensiva, as forças dos EUA atingiram aproximadamente 60 alvos militares na região do estreito. O alvo dos ataques incluiu instalações de defesa aérea, sistemas de radar, ativos marítimos, capacidades de lançamento de minas e instalações de comunicações iranianas.

Como funciona a estratégia de pressão dos EUA?

A atuação militar atual foca em degradar sistematicamente a capacidade do Irã de exercer influência sobre o estreito. Segundo oficiais americanos, os ataques precisam ser contínuos, pois o Irã demonstra capacidade de reconstituir suas ferramentas de ataque, o que exige manutenção constante das operações de defesa.

Além das escoltas, os Estados Unidos mantêm um bloqueio naval nos portos iranianos como parte de uma estratégia de pressão econômica. O presidente Donald Trump afirmou, na quarta-feira (2), que os ataques destruíram sistemas de radar iranianos para impedir que o país consiga rastrear navios que transitam pela região.

Quais os riscos para o mercado de energia?

Embora o fluxo de petróleo tenha registrado picos, o setor de energia permanece em alerta. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, informou que as exportações atingiram um recorde de tempo de guerra na segunda-feira (31), com mais de 17 milhões de barris por dia, mas as empresas de energia seguem cautelosas diante dos riscos envolvidos.

O custo logístico da região também sofreu impacto. Estimativas apontam que o preço do fretamento de um petroleiro pelo estreito pode ultrapassar US$ 500 mil por dia. Além disso, o custo de seguros marítimos permanece elevado devido às ameaças constantes de drones e mísseis.

A cautela é ainda maior para navios que transportam gás natural liquefeito (GNL). Devido ao potencial de consequências catastróficas em caso de impacto por munição, os armadores de cargas de gás demonstram uma postura de risco ainda mais restrita do que os transportadores de petróleo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.