EUA removem Síria da lista de países que patrocinam o terrorismo
Decisão de Donald Trump pode encerrar décadas de sanções financeiras e permitir exportações de defesa para o país sírio.
Por Diário Local
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comunicou nesta quarta-feira (8) ao governo da Síria a decisão de retirar o país da lista norte-americana de nações patrocinadoras do terrorismo. A medida foi formalizada por meio de uma carta enviada ao presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, após um encontro entre os dois líderes em Ancara, na Turquia.
O Congresso dos Estados Unidos já foi notificado sobre a decisão e possui um prazo de 45 dias para analisar a medida antes que ela entre em vigor. A mudança pode encerrar um ciclo de décadas de restrições financeiras e de assistência internacional impostas à Síria pelo governo americano.
Com a retirada da lista, serão eliminadas barreiras importantes para a economia síria, como restrições à exportação de produtos de defesa e limitações à assistência externa americana. Além disso, a medida facilita a realização de determinadas transações financeiras com o país.
Em correspondência vista pela imprensa, Trump afirmou ter o objetivo de remover obstáculos que impeçam a reconstrução do território sírio. O presidente americano destacou que empresas dos Estados Unidos estão preparadas para investir na região para promover a prosperidade do país.
Reaproximação econômica e investimentos
A decisão integra um movimento de reabertura econômica da Síria em relação ao Ocidente. No ano passado, uma ordem executiva assinada por Trump já havia encerrado um programa de sanções que permitiu ao país retomar o contato com o sistema financeiro internacional.
O cenário de retomada conta com o apoio de outros países da região. Empresas da Arábia Saudita planejam aportar bilhões de dólares na recuperação da Síria, enquanto outras nações do Golfo também formalizaram promessas de ajuda financeira.
O encontro que selou o comunicado ocorreu durante uma cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Durante a reunião, Trump elogiou a atuação de Sharaa, especialmente as ações realizadas contra o grupo extremista Estado Islâmico.
O presidente sírio Ahmed al-Sharaa liderou uma coalizão de facções rebeldes que derrubou o governo de Bashar al-Assad no final de 2024. Antes de assumir a liderança da coalizão, Sharaa foi comandante da Frente Nusra, braço da Al-Qaeda na Síria, grupo do qual rompeu em 2016.
