Ex-jogador da NFL Daniel Adongo é deportado dos Estados Unidos após série de prisões
Ex-atleta do Indianapolis Colts permaneceu de forma irregular no país por quase uma década e acumulou acusações de agressão e intimidação
Por Redação Diário Local
O ex-jogador de futebol americano Daniel Adongo foi deportado dos Estados Unidos pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) após permanecer no país de forma irregular por quase uma década. O ex-atleta, que atuou como linebacker pelo Indianapolis Colts, teve o visto expirado em 2016 e acumulou diversas prisões desde então.
Em comunicado divulgado neste sábado (25), o ICE informou que Adongo, de 37 anos, recebeu uma ordem para deixar o país em 23 de março e foi efetivamente deportado no dia 20 de junho. O destino para o qual o ex-atleta foi enviado não foi mencionado pelas autoridades americanas.
Douglas Thompson, diretor assistente do escritório do ICE em Chicago, afirmou que pessoas que violam a lei de imigração são responsabilizadas da mesma forma, independentemente de serem ex-atletas profissionais. O diretor declarou ainda que o indivíduo representava uma ameaça à comunidade e que a remoção visa garantir a segurança local.
De acordo com o órgão de imigração, o atleta foi preso diversas vezes na última década por acusações que incluem intimidação, agressão e conduta desordeira. Em 2020, Adongo foi condenado por dano criminal e recebeu uma pena de 364 dias de prisão.
As autoridades informaram que as acusações mais recentes contra o ex-jogador se enquadram na Lei Laken Riley, sancionada em janeiro de 2025. A legislação determina a detenção de imigrantes em situação irregular acusados de determinados crimes violentos ou de furto enquanto aguardam julgamento.
Natural do Quênia, Adongo ganhou notoriedade em 2013 ao transitar do rugby para o futebol americano, esporte que nunca havia praticado antes. Ele assinou com o Indianapolis Colts e permaneceu na organização por duas temporadas, mas continuou nos Estados Unidos após o vencimento do visto, um ano após encerrar sua passagem pela liga.
O ex-atleta também enfrentou problemas de saúde mental após deixar a NFL. Familiares e advogados relataram que ele sofria de transtornos psiquiátricos e de possíveis sequelas relacionadas à sua trajetória na carreira esportiva.
Em 2017, após ser acusado de intimidação e vandalismo, um juiz determinou que ele passasse por uma avaliação psiquiátrica para verificar sua condição de responder judicialmente. Na ocasião, Adongo foi considerado incapaz de enfrentar o julgamento e encaminhado para um hospital psiquiátrico, com o processo sendo adiado diversas vezes devido a novas avaliações médicas.
