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Guerra dos EUA contra o Irã custa US$ 38 bilhões e deve subir US$ 3 bilhões por mês

Cálculos do Escritório de Orçamento do Congresso indicam que despesas militares aumentam US$ 3 bilhões mensalmente e impactam estoques de munição.

Por Redação Diário Local

A guerra dos Estados Unidos contra o Irã já custou US$ 38 bilhões até o momento e deve registrar um aumento de US$ 3 bilhões por mês, informou o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO) nesta terça-feira (15).

O órgão apartidário, responsável pelas análises orçamentárias do Congresso americano, apresentou os números baseados em despesas totalizadas até 1º de agosto. Segundo o CBO, a maior parte dos gastos decorre da rápida redução dos estoques de munições, processo que pode levar até cinco anos para ser reabastecido.

A análise aponta que o conflito tem gerado pressões sobre o orçamento federal e sobre a economia doméstica. Há uma estimativa de que a guerra possa elevar a inflação em 0,5% nos primeiros três meses de 2027.

Impacto nos estoques e na economia

O esgotamento de materiais militares tem gerado preocupações sobre a capacidade de resposta dos Estados Unidos a outros conflitos potenciais. O déficit de munições essenciais, incluindo interceptores de mísseis, coloca em risco a postura de defesa em caso de novas hostilidades.

No setor energético, os ataques no Estreito de Ormuz e em instalações no Golfo Pérsico provocaram um aumento drástico nos preços para consumidores e produtores globais. O impacto financeiro também atinge a saúde fiscal do país, cuja dívida pública ultrapassou US$ 40 trilhões em agosto.

O relatório do CBO ainda não incluiu nos cálculos os custos de ataques recentes a embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, nem as despesas com empréstimos associadas ao financiamento da guerra, o que pode elevar o montante total em dezenas de bilhões de dólares.

Posicionamento das autoridades

A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, classificou as ações militares como uma medida decisiva para proteger os interesses e cidadãos dos Estados Unidos. Ela afirmou que os militares possuem estoques suficientes para cumprir os objetivos estratégicos estabelecidos.

O porta-voz-chefe do Pentágono, Sean Parnell, também contestou as conclusões sobre a escassez de recursos. Segundo Parnell, o governo possui o necessário para realizar ataques no momento e no local escolhidos pela presidência.

Por outro lado, o deputado Brendan Boyle, da Pensilvânia, criticou o impacto do conflito. Em comunicado, Boyle destacou tanto o custo em vidas de militares norte-americanos quanto o peso financeiro sobre os contribuintes do país.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.