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Execução no Tennessee é interrompida após falha na aplicação de injeção letal

O caso de Christa Pike, que sobreviveu a duas injeções letais, reacende debate após execução de Tony Carruthers ser interrompida por erro técnico.

Por Redação Diário Local

O estado do Tennessee, nos Estados Unidos, enfrenta uma crise no protocolo de execuções após falhas em tentativas de administrar injeções letais. O caso de Christa Pike, que sobreviveu a dois procedimentos na quarta-feira (30), reacendeu o debate sobre o erro ocorrido com Tony Carruthers, cuja execução foi interrompida meses atrás por dificuldades técnicas.

Christa Pike, de 50 anos, permanece sob cuidados médicos em um hospital para preservar sua vida. Segundo a equipe de advogados da condenada, ela mantém batimentos cardíacos e consciência, apresentando respiração ruidosa. Um médico contratado pela defesa alertou, contudo, para a possibilidade de que a mulher tenha sofrido uma lesão cerebral durante o procedimento.

Pike foi condenada à morte após o assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, ocorrido em 12 de janeiro de 1995, em Knoxville. Na época, a mulher tinha 18 anos e, junto com o então namorado, Tadaryl Shipp, matou a jovem com golpes de faca e pancadas de concreto em uma área de mata. O crime teria sido motivado por ciúmes. Shipp, que tinha 17 anos na data do ocorrido, recebeu pena de prisão perpétua.

O caso de Pike remete a uma situação semelhante vivida por Tony Carruthers no estado. Em 21 de maio deste ano, a execução de Carruthers precisou ser cancelada após funcionários passarem cerca de uma hora tentando localizar uma veia para administrar a substância letal.

Diante da dificuldade técnica, o governador do Tennessee, Bill Lee, concedeu uma suspensão de um ano na execução de Carruthers para que as circunstâncias do evento sejam investigadas. Carruthers foi condenado em 1996 por três homicídios em primeiro grau, que resultaram na morte de Marcellos “Cello” Anderson, Delois Anderson e Freddrick Tucker.

O crime cometido por Carruthers aconteceu em fevereiro de 1994, em Memphis. Na ocasião, as três vítimas tiveram as mãos amarradas e foram enterradas em uma cova em um cemitério. Para cada uma das vítimas, o condenado recebeu a pena de morte.

A falha nos protocolos de execução tem levado o governo estadual a suspender os processos de aplicação de pena para averiguação. No caso de Pike, que seria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos, o governador também determinou a suspensão para investigar as causas do insucesso nas aplicações.

Pike, que foi diagnosticada com transtorno bipolar e transtorno de estresse pós-traumático, agora aguarda a conclusão das investigações sob supervisão hospitalar.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.